A Sauber salientou que a saída da Renault do grupo de fabricantes de motores da Fórmula 1 não altera os planos da Audi para a temporada 2026 da categoria. A montadora alemã vai passar a controlar totalmente o time suíço após a entrada do novo regulamento da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) e, com isso, também terá o seu próprio motor.
Já a Renault anunciou que deixará de construir unidades de potência na categoria após a temporada 2025 e abriu caminho para que a Alpine vire cliente da Mercedes. A polêmica decisão de abandonar os motores de fabricação própria significa o fim de uma era de 47 anos de motores Renault no grid da F1. Desde 1979, foram 178 vitórias em GPs, incluindo nove sob o nome TAG Heuer, e 11 títulos mundiais com os motores franceses.
“A saída da Renault não afetará nosso caminho e, na verdade, nem sequer discutimos o assunto internamente. Temos um compromisso de longo prazo com a Fórmula 1″, afirmou o CEO da Audi, Gernot Dollner, ao site italiano FormulaPassion,It.
Chefe da Sauber, Mattia Binotto — que ainda trabalha para definir a dupla de pilotos da equipe na F1 2025 — também falou sobre o desenvolvimento da unidade de potência da Audi. No entanto, ele destacou que a montadora terá de passar por um processo para “compensar a lacuna” na categoria.

“Visitei a fábrica e devo dizer que o motor está crescendo bem no dinamômetro. Mas também acredito que nosso processo é de crescimento e aprendizado. Vamos enfrentar equipes muito estáveis e experientes, com grande conhecimento técnico dos anos anteriores”, afirmou.
“Os regulamentos estão mudando, é verdade, mas ainda espero que, no início, tenhamos uma lacuna a compensar. No entanto, ainda não podemos saber qual será o tamanho dessa lacuna”, completou Binotto.
A Fórmula 1 agora só volta entre os dias 18 e 20 de outubro para o GP dos Estados Unidos, em Austin.
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