A nova DLC do jogo ’F1 25’ funciona como uma prévia interessante do que podemos esperar de novidades para 2027. Sem um jogo anual inédito da Fórmula 1 para este ano e com foco em um título totalmente refeito em 2027, a EA Sports, desenvolvedora do game, apostou em uma expansão dentro da estrutura do jogo do ano passado, mas trouxe carros, motores e todos os recursos eletrônicos que transformaram a principal categoria do automobilismo mundial.
O GRANDE PRÊMIO esteve no lançamento do jogo e, além de conversar com os desenvolvedores, recebeu acesso antecipado e testou o pacote — que estará disponível para PC e consoles dia 3 de junho.
A principal sensação transmitida está no comportamento dos carros. O novo regulamento da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) aposta em monopostos menores, mais leves e mais ágeis, numa tentativa clara de reduzir o gigantismo que tomou conta da categoria nos últimos anos.
Na prática, isso aparece no jogo com máquinas mais responsivas nas mudanças de direção e aparentemente menos “pesadas” em curvas de baixa velocidade.
A aerodinâmica também mudou bastante — e talvez seja o elemento mais perceptível da nova era dentro da DLC. O regulamento introduz a chamada aerodinâmica ativa, abandonando o conceito tradicional do DRS para utilizar asas móveis na dianteira e na traseira. Em vez de apenas abrir a asa traseira em zonas específicas, os carros agora alternam automaticamente entre configurações de alta pressão aerodinâmica nas curvas e baixa resistência nas retas. A ideia é oferecer mais velocidade final sem sacrificar estabilidade.

Dentro do jogo, isso cria uma dinâmica interessante — embora este jornalista que vos fala não seja um piloto de primeira linha para andar com todas as assistências desligadas. Os carros parecem acelerar de forma mais agressiva nas retas, mas também exigem mais cuidado em entradas de curva rápidas, especialmente porque o regulamento reduz significativamente a carga aerodinâmica total e o arrasto.
Outro ponto importante é a nova filosofia híbrida dos motores. A geração de energia elétrica ganha muito mais protagonismo, com a potência do sistema elétrico praticamente triplicando. A regeneração de energia nas frenagens também aumenta bastante, tornando o gerenciamento da bateria um fator ainda mais decisivo durante as voltas. Nas retas, e com o modo ultrapassagem ativado, o carro simplesmente vira um foguete.
E é justamente daí que surgem conceitos novos apresentados pelo novo pacote da EA, como o famigerado super clipping. O termo se refere ao momento em que o carro começa a perder potência elétrica no fim das retas porque a bateria entra em fase de recarga ou gerenciamento energético. Isso cria uma dinâmica mais estratégica no uso da energia, aproximando a pilotagem de um equilíbrio constante entre ataque, defesa e conservação do sistema híbrido.

Falando dos carros, as diferenças também são claras. Corri com bólidos de Red Bull, Audi e Cadillac. A Red Bull é mais equilibrada, enquanto a Audi parece um carro mais suave, mas menos potente e, mesmo assim, o barulho da unidade de potência empolga. No caso da Cadillac, o carro é incompleto e vira pouco. É preciso mais braço.
No fim, apesar de o título da EA Sports estar em uma linha de equilíbrio entre um jogo arcade e um simulador, a expansão do ‘F1 25’ com os carros da F1 2026 passa uma boa dose do que estamos vendo nas pistas atualmente. Vale o tempo para sentir as mudanças e, claro, se desafiar com as inúmeras funções de gerenciamento impostas pelo novo livro de regras da F1.
A Fórmula 1 retorna entre os dias 5 e 7 de junho, com a realização do GP de Mônaco, sexta etapa da temporada 2026.
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