Alexander Albon afirmou que a Williams está promovendo “o maior esforço que já presenciou” para corrigir os problemas estruturais que comprometem o desempenho da equipe na Fórmula 1. Segundo o piloto, o FW48 ainda carrega características históricas do time britânico, o que caracterizou como “problemas genéticos”, e dificilmente terá todos os defeitos eliminados ainda durante a temporada 2026.

Além do excesso de peso do carro neste primeiro ano do novo regulamento técnico, Albon e Carlos Sainz enfrentaram dificuldades especialmente em circuitos com curvas de média e alta velocidade ou de raio constante, como Barcelona e Hungaroring. O comportamento acompanha uma tendência antiga da Williams, que tradicionalmente apresenta melhor desempenho em pistas de baixa carga aerodinâmica e sofre quando a exigência de downforce aumenta.

Embora a equipe tenha introduzido uma nova asa dianteira em Silverstone, Albon admitiu que o ganho de desempenho ficou abaixo das expectativas. Agora, a Williams prepara um pacote maior de atualizações para o GP do Azerbaijão, em setembro, enquanto já direciona boa parte dos esforços ao carro da próxima temporada.

“Conhecemos os pontos fracos do carro, sabemos qual direção precisamos seguir, e o trabalho que está sendo feito na fábrica é o maior esforço que já vi da equipe para combater esses problemas genéticos que o carro carrega”, afirmou.

Apesar da confiança no trabalho desenvolvido em Grove, reconheceu que não espera uma solução definitiva no curto prazo. Segundo Albon, o pacote previsto para o Azerbaijão já estava em desenvolvimento muito antes de a equipe compreender plenamente a origem das limitações do FW48.

“Estamos fazendo exatamente as coisas certas para voltar ao caminho correto. É uma pena estarmos nessa situação, mas acredito que estamos seguindo a direção certa“, disse.

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Alex Albon disse que problemas da Williams só serão resolvidos em 2027 (Foto: Gabriel López/Grande Prêmio)

Duvido que isso esteja resolvido até Baku. Grande parte das atualizações foi planejada há bastante tempo. O que realmente estamos atacando agora é o carro do ano que vem. O objetivo é garantir que o carro da próxima temporada não tenha essas mesmas características”, reconheceu.

Além dos problemas inerentes ao projeto, Albon destacou que o vento no GP da Hungria agravou ainda mais as dificuldades da Williams. O piloto explicou que precisou guiar constantemente abaixo do limite para evitar erros provocados pela instabilidade do carro.

“O vento afetou muito o comportamento do carro e, sinceramente, foi frustrante porque praticamente não conseguia pilotar. A equipe não consegue tirar o melhor de mim porque preciso guiar muito abaixo do limite”, lastimou.

“Houve talvez seis voltas em que o vento estabilizou e finalmente consegui entrar no ritmo. Depois voltou a aumentar, e você entra novamente naquele ciclo em que parece estar cometendo erros, mas não está. Você faz exatamente as mesmas coisas, nos mesmos pontos da pista, só que sem qualquer consistência”, concluiu.

A Fórmula 1 está de férias. A categoria retoma as atividades da temporada 2026 de 21 a 23 de agosto, com o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.

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