A vitória de Lando Norris no GP da Hungria marcou um ponto de virada para a McLaren na temporada 2026 da Fórmula 1. Depois de perder terreno para Mercedes, Ferrari e até Red Bull nas etapas anteriores, a equipe britânica introduziu um novo pacote aerodinâmico em Budapeste e triunfou pela primeira vez no campeonato. Segundo o chefe Andrea Stella, o avanço foi resultado de uma mudança de direção no desenvolvimento do MCL40 após uma análise detalhada dos carros rivais.
Atual bicampeã do Mundial de Construtores, a equipe liderada por Stella sofreu com muitas questões de confiabilidade e também com dificuldades para se entender com a unidade de potência da Mercedes no início da temporada. Desta forma, demorou a ter condições de entrar na briga pelo degrau mais alto do pódio contra as principais rivais, o que só aconteceu mesmo em Hungaroring.
As atualizações levadas para a Hungria surtiram o efeito esperado. Além da própria versão da asa Macarena, que foi aprovada e deve ser utilizada em algum momento nas próximas etapas, o novo assoalho também ajudou Norris e Oscar Piastri a lidar com o apertado traçado, já que gerou mais downforce e, consequentemente, auxiliou no contorno das curvas. Norris aproveitou as novidades para conquistar a pole-position e vencer pela primeira vez no ano — embora já tivesse triunfado na corrida sprint de Miami.
Stella afirmou que o ganho de desempenho pode ser atribuído diretamente às peças novas, embora tenha admitido que a equipe sequer esperava um salto tão grande de competitividade.
“A melhora em termos de competitividade pode ser atribuída inteiramente às atualizações que levamos para a Hungria. Pensávamos que esse ganho de tempo de volta talvez nem fosse suficiente para colocar o carro na pole-position em Hungaroring e, definitivamente, não imaginávamos que seria suficiente para termos um ritmo tão forte na corrida“, afirmou.
A principal mudança promovida pelo pacote da Hungria foi conceitual. Após estudar o próprio carro e comparar as soluções adotadas por Mercedes, Ferrari e Red Bull, os engenheiros concluíram que precisavam alterar o rumo do desenvolvimento do MCL40.

“O principal aspecto dessas atualizações é que elas introduzem componentes que seguem um conceito ligeiramente diferente em algumas áreas do carro. Depois que colocamos o MCL40 na pista, e também observando os conceitos presentes em alguns carros que eram mais rápidos do que o nosso, percebemos que precisávamos corrigir o rumo“, revelou.
“Sabemos que, quando a McLaren entende qual direção deve seguir, estamos em condições de desenvolver o carro de forma muito eficiente”, disse.
Apesar do resultado expressivo, o dirigente destacou que a McLaren ainda não considera o trabalho concluído e acredita que será necessário seguir evoluindo para permanecer na disputa pelas vitórias até o fim do campeonato. Para Stella, a disputa técnica de 2026 se transformou em uma verdadeira corrida de desenvolvimento entre as equipes, e a McLaren conseguiu voltar a participar desse jogo em igualdade de condições.
“Sinceramente, ainda acredito que, se quisermos estar em posição de lutar por vitórias de forma consistente no restante da temporada, precisamos continuar focados em entregar mais atualizações. Esse é o plano”, discorreu.
“Sabemos que esse também será o plano de todas as equipes. Como aconteceu durante toda esta temporada, trata-se de uma corrida de atualizações. A boa notícia é que a McLaren voltou a essa corrida brigando pela liderança. Acredito que os melhores carros do grid continuarão melhorando nas próximas corridas. Ainda há muito trabalho pela frente para todos, não apenas para a McLaren”, concluiu.
A Fórmula 1 está de férias. A categoria retoma as atividades da temporada 2026 de 21 a 23 de agosto, com o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.
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