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Aston Martin compara teto de gastos com ida a mercado: “Precisa ser inteligente”

Mike Krack falou sobre as atualizações que estão por vir na Aston Martin e comparou os movimentos com uma ida ao supermercado

Gabriel Carvalho

Publicado em

Chefe da Aston Martin, Mike Krack recorreu a uma metáfora inusitada para explicar como a equipe vem lidando com o teto de gastos em meio à busca desenfreada por atualizações no carro, que atualmente é um dos piores da Fórmula 1. Para o dirigente, a lógica financeira do Mundial se compara com ir ao supermercado com o dinheiro contado.

O time de Silverstone está preparando o terreno para introduzir um pacote de atualizações bastante aguardado no GP da Hungria. Até aqui, a Aston Martin tem apenas 1 ponto conquistado na temporada, com o 10º lugar de Fernando Alonso em Mônaco, colocando o time à frente apenas da Cadillac.

Diferente de eras passadas da categoria, as equipes não podem simplesmente abrir a carteira e gastar rios de dinheiro para tentar resolver problemas de desempenho. Desde 2021, a Fórmula 1 adotou o teto orçamentário, que hoje está fixado em US$ 215 milhões (aproximadamente R$ 1,1 bilhão).

“Você vai ao supermercado e tem € 100 no bolso, então só pode gastar € 100”, disse o chefe aos jornalistas, incluindo o site RacingNews365 durante o GP da Inglaterra. “Se você consegue algo de graça, sai desses 100, então você desenvolve o seu carro. Mas se você já gastou os 100, não pode gastar mais nada. Então, você precisa ver em qual momento já tem tudo que precisa.”

O dirigente também fez questão de lembrar de um fator imprevisível, porém sempre muito custoso no esporte a motor: os acidentes e os abandonos.

“Uma coisa que não se pode esquecer é que acidentes acontecem, então é preciso manter uma margem de segurança para gastar seus 100 euros de forma inteligente. É um equilíbrio constante entre o desenvolvimento e o custo das corridas”, alertou. “Temos muitas pessoas novas tentando melhorar nossos processos para que as peças fiquem mais baratas, por exemplo. Tudo isso é uma tentativa permanente de otimização, para que você consiga levar muito mais coisas com os mesmos 100 euros.”

Por fim, Krack tratou de colocar um ponto final em qualquer debate sobre a justiça do teto de gastos, tratando a restrição apenas como mais um desafio técnico imposto pela FIA.

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Lance Stroll (Foto: Aston Martin)

“Não quero ficar discutindo se isso é necessário ou não. É o regulamento. É igual a regra de que o carro deve pesar uma quantia X, ou que o motor precisa ter um número Y de cilindros. São regulamentos que você simplesmente aceita e, depois, tem de fazer o melhor possível com eles. Na Fórmula 1, você precisa ser eficiente na forma como produz suas peças e como gerencia tudo. Além do desafio técnico e esportivo, temos o desafio financeiro, e isso faz parte da Fórmula 1”, concluiu o comandante.

A Fórmula 1 volta de 17 a 19 de julho no GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps, décimo da temporada 2026.

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