CEO da Fórmula 1, Stefano Domenicali afirmou que nenhuma decisão foi tomada até o momento acerca dos GPs do Catar e de Abu Dhabi, programados para encerrar a temporada 2026. O dirigente disse que atualiza constantemente as equipes sobre a situação e deixou claro que os eventos só devem acontecer se houver garantias de que todos vão estar seguros.

Toda essa confusão com o calendário foi fruto da escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã, que fez as etapas do Bahrein e da Arábia Saudita serem adiadas em abril. Desde então, a alta cúpula do Mundial está de olho na situação geopolítica e, também, no futuro das corridas agendadas no Oriente Médio, no fim de novembro e início de dezembro, que correm o risco de não acontecerem.

Em relação à prova bareinita, a decisão já foi tomada: vai ocorrer entre os dias 2 e 4 de outubro, mas em Sepang, na Malásia, formando uma rodada tripla com Azerbaijão e Singapura. Com a meta de ter pelo menos 22 eventos no calendário, a F1 ainda precisa bater o martelo sobre o encerramento. Neste caso, Ímola já foi apontada como palco mais provável para a grande final.

Durante o fim de semana do GP da Itália, Mohammed Ben Sulayem, presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), negou que esteja com pressa para tomar qualquer decisão. Por outro lado, Domenicali, que anteriormente havia definido setembro como prazo limite, disse que segue confiante nas permanências de Catar e Abu Dhabi, mas que também segue de olho nas notícias.

“Até o momento, queremos confirmar que o calendário será esse para nós. Ainda temos a confirmação do Catar e Abu Dhabi, mas não quero me esconder atrás de situações que não posso abordar de maneira transparente com vocês”, começou em conversa com o site italiano AutoRacer. “Estamos monitorando a situação porque, obviamente, haverá momentos em que, se as condições não garantirem segurança e condições de operação totais, teremos de tomar outras decisões”, seguiu.

“No momento, confirmo: o calendário é aquele que todos vocês conhecem”, acrescentou o CEO da categoria, que foi questionado sobre como tem lidado com a situação junto das equipes, que precisam receber um veredito o quanto antes. “Meu diálogo com elas é contínuo, permanente, e nos falamos todas as semanas”, completou.

Stefano Domenicali disse que F1 segue acompanhando situação no Oriente Médio (Foto: F1)

Mas os conflitos no Oriente Médio não afetam somente o campeonato de 2026. De olho em 2027, visto que a região recebe algumas das primeiras corridas do ano, existem rumores acerca de mudanças que podem acontecer, com a China, por exemplo, sediando a abertura. Da mesma forma, Barcelona foi colocada como escolha mais óbvia caso Bahrein não tenha condições de receber a pré-temporada.

A F1 retorna neste fim de semana, entre os dias 11 e 13 de setembro, com o GP da Espanha na nova pista urbana de Madri. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades da 14ª etapa da temporada 2026, AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.

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