A discussão sobre a volta de motores mais baratos está em evidência no noticiário da Fórmula 1 nas últimas semanas. No entanto, o retorno parece estar longe de acontecer, já que a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) deixou claro, em reunião com equipes e fabricantes no último dia 11, que as regras de 2026 estão mantidas e não serão revistas a longo prazo. Porém, para Stefano Domenicali, CEO da F1, os propulsores aspirados seriam uma forma de reduzir custos para evitar uma crise econômica na categoria.
Dois anos atrás, Domenicali mostrou interesse em ter motores mais leves e mais baratos no futuro, para seguir o modelo híbrido de 2026. As conversas entre a FIA, a F1 e os fabricantes sugeriram uma futura fórmula de motor semelhante à vista em 2009: V8 com KERS, mas utilizando combustíveis sustentáveis.
Em 2009, várias montadoras deixaram a principal categoria do automobilismo, após serem afetadas pela crise econômica. A Honda saiu na véspera da temporada, abrindo caminho para a incrível história da Brawn GP, mas a saída da BMW e da Toyota no final do ano destacou o impacto da economia global na F1.
A incerteza financeira voltou à tona outra vez, devido à política tarifária do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A situação atual já ligou o alerta de algumas equipes do grid atual: Haas e Williams já declararam que o tarifaço causou impacto nas finanças, enquanto Ferrari e Mercedes começam a mostrar preocupação com o futuro.

“Seria ingênuo não considerar essa possibilidade [de motores mais baratos], especialmente levando em conta o cenário econômico de hoje”, disse Domenicali à Autosport. “A Renault, depois de muitos anos, deixou a F1”, relembrou.
“Deixe-me ser claro: os principais fabricantes são essenciais, mas também somos maduros o suficiente para saber que, se uma crise grave atingir o setor, os grandes grupos automotivos talvez tenham de tomar decisões difíceis”, salientou.
“É por isso que precisamos simplificar e reduzir significativamente os custos, ao mesmo tempo em que mantemos um vínculo técnico com tecnologias relevantes para os carros de rua, como combustíveis sustentáveis”, afirmou.
“Se uma crise forçar alguns fabricantes a pausar os projetos de F1, estaremos em posição de responder de forma independente e encontrar alternativas”, encerrou o CEO da categoria.
A Fórmula 1 volta de 2 a 4 de maio em Miami, primeira corrida da temporada 2025 nos Estados Unidos.
▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2