CRISE DA DIREÇÃO DE PROVA SACODE F1 + E O CALENDÁRIO DE 2023? | TT GP #61

A dias de completar 41 anos de idade, Fernando Alonso vive uma grande interrogação: terá o contrato renovado pela Alpine ou não? A fábrica francesa tem Esteban Ocon garantido e põe os olhos em promover o atual campeão da F2, Oscar Piastri, para a F1 em 2023. Mesmo sem saber se a equipe ainda quer contar com seus serviços e se terá vaga no ano que vem, Alonso reforça que se sente o mesmo piloto dos grandes momentos. A definição do público, porém, varia em função da última corrida.

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Alonso lembrou o GP do Canadá e o fato de conseguir brigar pela pole e largar em segundo para apontar que ainda é bastante capaz de aportar qualidade para a Fórmula 1. Era o que esperava ao voltar.

“Sou o mesmo de antes, e isso era importante para mim. Ainda que me sinta o mesmo, tenho de mostrar de vez em quando. Sei que largar na primeira fila não é nada de outro mundo, já estive nesta posição muitas vezes, mas significou muito para mim, porque quando decidi voltar à F1, tive que me separar de algumas coisas novamente, como família e amigos, e me dedicar completamente ao trabalho, viajar, tratar dos aspectos físico e mental. Além disso, lidar com toda a pressão sobre os ombros, porque você é Fernando Alonso e todo mundo estará avaliando se você está indo bem”, disse ao site inglês The Race.

“Quando você faz um bom fim de semana, parece um Deus. Quando faz um fim de semana ruim, está velho demais, ou jovem demais, dependendo de quem seja. Os fãs assistem às corridas, ficam com uma sensação e logo esquecem até o próximo domingo”, afirmou.

Fernando Alonso: Ainda sou o mesmo (Foto: Alpine)

No fim das contas, Alonso entende que está em situação melhor que outros campeões que saíram de seus aposentadorias por uma segunda chance. Especialmente neste momento, acredita que é possível fazer mais com a Alpine.

“Em fins de semana como o do Canadá ou na segunda parte da temporada, sentimos que é possível somar alguma coisa ao esporte. Sei que em alguns casos, como Kimi [Räikkönen] ou Michael [Schumacher], todos sentimos que não eram os mesmos quando voltaram. Não era isso que eu queria para meu retorno. Acho que, mais ou menos, estou conseguindo o que queria”, seguiu.

O bicampeão mundial ainda comentou sobre a percepção geral que os fãs mais novos, em sua maioria bastante jovens, têm dele. De acordo com Alonso, a maior parte deste novo público não entende muito da F1.

“Há uma geração nova de fãs agora que não estavam por aqui em 2006, quando ganhei o campeonato, e não estavam em 2012, quando eu lutava pelo título com a Ferrari. Atualmente, há uns 50% de espectadores novos que nunca viram Alonso lutando por pódios e vitórias, e que se perguntam o que eu trago para o esporte”, pontuou.

“Acho que os novos fãs que temos são jovens e, de alguma forma e sem querer faltar com o respeito, não entendem muito de Fórmula 1. São como fãs de futebol: acompanham somente os resultados e acreditam que quem ganha é o melhor e quem fica em último não tem nível para a Fórmula 1”, afirmou.

“Não entendem muito sobre o rendimento do carro ou o conjunto do qual necessita. É uma montanha-russa de sensações e percepções que as pessoas têm de você”, finalizou.

O GRANDE PRÊMIO acompanha AO VIVO e EM TEMPO REAL todas as atividades do fim de semana do GP da França.

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