Dona da segunda fila do grid de largada no GP dos EUA, que será disputado pela Fórmula 1 no próximo domingo (20), a Ferrari colocou Carlos Sainz em terceiro e Charles Leclerc em quarto neste sábado. E Frédéric Vasseur, chefe da escuderia de Maranello, deixou a classificação de Austin já imaginando o cenário da corrida. Segundo o francês, o ritmo demonstrado pelos carros vermelhos na sprint aumenta a animação em torno de uma briga pela vitória.
“Poderia ter sido melhor. Mas, na segunda fila e com o ritmo da sprint, podemos lutar pela vitória. Sem dúvidas, você sempre quer algo a mais, mas conhecemos as características do carro. Esperamos ter o mesmo ritmo de corrida de hoje, porque ficamos em boas condições na sprint. Largando em terceiro e quarto lugares, tudo é possível”, disse Vasseur à emissora inglesa Sky Sports.
Vasseur lamentou, porém, a bandeira amarela causada por George Russell no fim do Q3. O francês destacou que Sainz e Leclerc estavam conseguindo melhorar os próprios tempos, mas admitiu que o mesmo poderia acontecer com Lando Norris e Max Verstappen. O neerlandês até estava tendo sucesso, mas também reduziu após a batida. A pole ficou com o inglês.
“Estávamos conseguindo melhorar cerca de 0s2 ou 0s3 em relação à volta anterior, mas isso também pode se aplicar a Max [Verstappen] e Lando [Norris]. Temos de focar em nós mesmos e no que podemos fazer amanhã. Temos opções diferentes em termos de estratégias”, explicou.

Depois de ver Sainz e Leclerc batalharem com afinco na pista durante a corrida sprint, Vasseur rechaçou qualquer interferência da Ferrari no comportamento dos pilotos e garantiu que confia em ambos. Para o chefe, o desempenho na primeira volta será crucial para o resultado da corrida.
“Não houve contato, eu confio neles. Não quero paralisar nada, porque muita coisa depende do que conseguirmos fazer na primeira volta. Você não consegue forçar ou gerenciar tudo. Conseguimos nos recuperar em relação a Norris hoje. Amanhã, tentaremos fazer melhor”, prometeu.
Por fim, Vasseur elogiou o trabalho da Ferrari com o acerto do carro em uma pista complexa como Austin, que combina duas grandes retas com setores sinuosos que variam entre alta e baixa velocidades. Novamente, o francês relembrou o ritmo da sprint e demonstrou confiança para a corrida principal.
“Encontrar o acerto correto não é fácil”, ressaltou. “É uma pista muito irregular de um lado e lisa do outro. Todas as equipes tiveram de se comprometer. A gestão dos pneus depende do quão forte você precisa forçar nas primeiras voltas, mas fizemos um bom trabalho hoje”, pontuou.

“Fomos consistentes até a última volta da corrida sprint. Temos de ser cuidadosos e evitar de gastar energia como fizemos com Russell hoje. Se pudermos ficar próximos a Verstappen e McLaren, temos nossas chances amanhã”, finalizou o chefe da Ferrari.
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