Apesar da Ferrari não ter terminado o GP do Japão com grande resultado — Charles Leclerc foi quarto colocado e Carlos Sainz terminou em sexto, ambos atrás das duas McLaren e, no caso de Sainz, até de uma Mercedes —, a equipe italiana deixou Suzuka otimista. O motivo é que uma das fraquezas crônicas do carro desde o ano passado não deu as caras. Segundo a equipe, porém, teve efeito na maneira como o evento foi conduzido.
Frédéric Vasseur, chefe da Ferrari, disse que o medo de que os pneus se desgastassem demais no calor e curvas de alta velocidade da pista japonesa fez com que a equipe abordasse a corrida com mais cautela que o necessário e não levasse a SF-23 ao limite. Mas o desgaste, no fim das contas, jamais foi maior que a das rivais.
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“Foi um passo adiante em comparação ao começo de temporada, mas, de outro lado, provavelmente fomos muito conservadores”, afirmou.
“Ficou claro para todo mundo na corrida que nos assustamos mais que a realidade [pedia], mas tudo bem. Ficou tudo sob controle durante a prova inteira. Fizemos um bom avanço”, continuou.
Após muito trabalho para entender e explorar configurações do carro durante os fins de semana dos GPs de Holanda e Itália, a Ferrari evoluiu, junto de atualizações recentes, em questões como o desgaste de pneus, que incomoda desde o começo da temporada 2022.
“Quando olhamos para as primeiras corridas do ano, o gerenciamento de pneus não era nossa maior habilidade. Aqui em Suzuka, com uma alta temperatura de pista, estávamos no risco, mas, no fim das contas, fizemos bom trabalho neste quesito. A estratégia foi bem tocada. Demos um claro passo adiante em comparação ao início do ano”, finalizou. A Mercedes também falou sobre o assunto e admitiu o avanço ferrarista.
A Fórmula 1 retorna na semana que vem, entre os dias 6 e 7 de outubro, com o GP do Catar, em Lusail, 17ª etapa da temporada 2023.