Frédéric Vasseur minimizou a revolta de Lewis Hamilton com as decisões que foram tomadas pela Ferrari ao longo do GP dos Países Baixos deste domingo (23). Em entrevista acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO, o dirigente destacou que estava muito difícil para todas as equipes entender qual era a melhor estratégia, visto que a diferença de desempenho entre os compostos de pneus era muito pequena em Zandvoort, o que gerou certa confusão.
Com toda a reviravolta causada pela bandeira vermelhada acionada após a forte batida de Max Verstappen ao fim da primeira volta, o time de Maranello tomou a decisão de colocar os pilotos em programas diferentes. Diferentemente de Charles Leclerc, o heptacampeão parou uma vez a menos nos boxes ao estender dois stints — um com macios e outro com duros — na tentativa de driblar os rivais de alguma forma.
No fim das contas, não adiantou muita coisa. Na verdade, tudo que a Ferrari conseguiu foi irritar Hamilton e criar um clima um tanto tenso entre a dupla, uma vez que o monegasco atrapalhou na hora que o #44 estava prestes a assumir a segunda posição, mas com condições de seguir por mais algumas voltas enquanto o #16 pararia nos boxes em breve.
Nas entrevistas após a etapa nos Países Baixos, Vasseur explicou a origem das reclamações de Lewis. “Não queríamos contar a estratégia a ele naquele momento. Não queríamos revelá-la aos concorrentes, porque queríamos mantê-lo na pista até o fim, até quando tivesse condições de segurar Antonelli. Acho que teria sido a decisão certa. Foi uma espécie de confusão”, começou.
“Mas não estou preocupado com isso. Todos vão se reunir e terão uma visão clara do que aconteceu. Charles também ficou um pouco frustrado em determinado momento por causa do pneu. Todo mundo estava um pouco perdido em relação aos compostos. As primeiras duas filas do grid começaram com pneus médios na primeira largada. Depois, passaram para os macios. A diferença entre os três compostos foi muito pequena. Foi difícil ter uma visão clara da estratégia”, explicou.
“Às vezes, precisamos mudar a estratégia, porque estamos tentando aprender com os outros. Para eles, é um pouco frustrante. Não é tão fácil. Se eu olhar para a corrida agora, posso fazer diferente”, encerrou o chefe da Ferrari.
A Fórmula 1 volta de 4 a 6 de setembro em Monza, palco do GP da Itália, 13ª etapa da temporada 2026.