É comum ver a Ferrari destacando o ritmo de corrida sempre melhor que o de classificação, porém Frédéric Vasseur duvida que isso traga, de fato, alguma vantagem no GP dos Países Baixos deste domingo (23). O chefe da Ferrari disse após a definição do grid de largada que a sprint deu uma boa amostra do quão difícil é ultrapassar em Zandvoort, o que significa que a estratégia pode contar mais.

A questão para a Ferrari é que as posições de largada de Lewis Hamilton e Charles Leclerc não são as melhores. O britânico ficou em quinto, logo à frente do colega monegasco, enquanto os carros de McLaren e Mercedes ocupam as duas primeiras filas.

“O objetivo é recuperar posições e tentar terminar melhor do que quinto e sexto, mas vimos também pela manhã que é bastante difícil — não impossível, mas muito difícil — ultrapassar“, avaliou Vasseur em entrevista à Sky Sports.

“Isso significa que ter uma vantagem de ritmo não é suficiente. Temos também a estratégia, com o pit-stop, o que significa que tudo está em aberto”, acrescentou.

A Ferrari levou para Zandvoort um assoalho novo que, segundo o dirigente francês, “está funcionando conforme o esperado“. Porém dosou as expectativas de quem acredita em um progresso rápido na segunda metade do campeonato.

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Lewis Hamilton larga em quinto no GP dos Países Baixos (Foto: Ferrari)

“Desde o início da temporada, sempre que trouxemos algo novo, funcionou conforme o planejado. Esse é um aspecto positivo do desenvolvimento deste ano. Mas também estamos trazendo muitas atualizações a cada corrida agora, embora não sejam grandes mudanças”, disse.

“Significa que não esperamos ganhar 0s5 por corrida e que precisamos manter a calma. Mas está funcionando como o esperado e, de uma sessão para outra, é possível estar na briga por décimos ou ficar um pouco mais distante. Vamos ver amanhã”, encerrou Vasseur.

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