Após a revista alemã Auto Motor und Sport publicar uma reportagem afirmando que duas equipes de ponta poderiam ter quebrado o teto orçamentário em 2022, o tema tomou conta do paddock da Fórmula 1 na Hungria. A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) está investigando o caso, e, embora exista uma pressão para que tudo se resolva logo, a entidade disse que não vai pular etapas durante a análise.

A cautela pregada pela entidade que rege o esporte está atrelada à credibilidade por parte dos que analisam o caso. Afinal, apressar as investigações só para tentar acabar com o murmurinho pode resultar em uma conclusão equivocada. Em nota, a FIA explicou o motivo da demora na inspeção.

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Rumores dizem que as equipes de ponta podem ter quebrado o teto de gastos na F1 (Foto: AFP)

“O trabalho de campo da auditoria ainda está em andamento e está programado para ser concluído nas próximas semanas, após o que haverá um período necessário para a finalização da revisão. Não há, e nunca houve, um prazo específico para a certificação, e quaisquer sugestões de atrasos nesse processo ou possíveis violações são totalmente infundadas”, seguiu a FIA.

“A Administração do Limite de Custos comunicará formalmente suas conclusões de acordo com o procedimento estabelecido nos Regulamentos Financeiros. O prazo não foi intencionalmente fixado para não prejudicar a robustez e a eficácia da revisão”, finalizou a entidade.

Segundo a publicação alemã, “equipes de ponta” estão usando “áreas cinzentas” para burlar o limite orçamentário. Essas tais “áreas cinzentas” seriam brechas no regulamento ainda não totalmente esclarecidas, na visão dos times. A investigação deve ser concluída até o final de julho. A FIA, então, visitará as possíveis infratoras em agosto para, em seguida, emitir oficialmente os resultados em setembro.