A Fórmula 1 não quer dar passos maiores do que as pernas na temporada 2020. Diretor-esportivo do Mundial, Ross Brawn avaliou que é cedo para falar na presença dos espectadores.

Assim como a maioria dos esportes, a F1 teve de paralisar suas atividades por conta da pandemia do novo coronavírus. A retomada está marcada para 5 de julho, na Áustria, mas num esquema completamente diferente do habitual: sem a presença dos espectadores, mantendo o distanciamento social e com o uso de equipamentos de proteção.

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Sebastian Vettel pode se despedir da Ferrari distante do público (Foto: Ferrari)
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Apesar da retomada, a pandemia segue por aí, ainda que em diferentes níveis em cada continente. Mesmo assim, alguns promotores já especulam a possibilidade de contar com torcedores nas arquibancas, uma ideia ainda rejeitada pela F1.

“Não estamos com pressa”, disse Brawn em entrevista à publicação belga La Derniere Heure. “Alguns organizadores europeus estão sendo um pouco otimistas, já que ainda não estamos fazendo planos para os fãs. A coisa mais importante é que possamos fazer nossas corridas num ambiente seguro”, defendeu.

“Nós viajamos ao redor do mundo e não podemos simplesmente nos dar ao luxo de ter problemas que nos impediriam de viajar para outros países. Vamos, conscientemente, lidar com isso muito lentamente”, avisou. “Não queremos dar um passo como este e ter de voltar atrás”, explicou.

O dirigente admitiu que é possível que alguma das corridas fora da Europa conte com a presença de fãs, mas alertou que isso “não está nada garantido”.

“O fato de podermos correr com portões fechados é crucial para o início da nossa temporada. A situação com o vírus é muito diferente ao redor do mundo, então quando ficou claro que poderíamos começar sem os espectadores, isso nos deu muito mais opções”, comentou. “Obviamente, isso não é o ideal para nenhum esporte, mas é melhor ter as corridas sem fãs do não ter corrida nenhuma”, concluiu.