Lewis Hamilton destacou o grande sofrimento que tem enfrentado com os acontecimentos mundiais em 2020. O britânico afirmou se sentir com coração e alma pesados, inclusive desmoronando após saber da morte de Chadwick Boseman, o Pantera Negra, na última semana.
O ator que protagonizou o super-herói no filme próprio e também em outras produções do universo da Marvel, morreu no sábado aos 43 anos após lutar por quatro anos contra um câncer de cólon.
Como forma de homenagem, o inglês de Stevenage dedicou sua pole-position do GP da Bélgica ao amigo. Ainda, fez o sinal de ‘Wakanda Forever’ [Wakanda para Sempre, gesto do Pantera Negra] tanto após a classificação quanto após a vitória 89 da carreira.

“Tenho sentido meu coração e alma muito pesados. Sabe, quando está assistindo o noticiário, quando vê o que está acontecendo com o mundo e se sente afetado por isso. Fiquei tão incrivelmente orgulhoso quando Chadwick foi o Pantera Negra, pois quando criança sonhava com super-heróis e finalmente ver um com a mesma cor que a minha foi um momento marcante”, disse o hexacampeão.
“Então, quando acordei e soube da notícia por um amigo que disse ‘estou chorando escrevendo essa mensagem sobre Chad’, e então, lendo as notícias me despedacei. Eu me lembro, apenas tentei acertar tudo para assegurar de que conseguiria. Claro, não sabe se vai conseguir entregar as voltas, não sabe se vai se distrair. Mas quando encontra seu propósito, seu motivo, seu objetivo, pode ir muito longe”, completou o piloto de 35 anos.
Com o triunfo em Spa-Francorchamps, o inglês, que reconheceu que as provas da Fórmula 1 não estão divertidas de se assistir, sustenta vantagem de 47 pontos para Max Verstappen, o segundo colocado do Mundial de Pilotos. Valtteri Bottas aparece em terceiro, com 50 pontos de desvantagem para o companheiro.