Lewis Hamilton viveu mais um dia difícil no chacoalhante carro que a Mercedes construiu para a temporada de 2022. Com o W13 balançando fortemente mais uma vez ao longo dos dois primeiros treinos livres para o GP do Canadá, o heptacampeão mundial disse que a equipe novamente efetuou diversos experimentos diferentes nos dois carros, mas lamentou que nada que o time faça seja o suficiente para melhorar o desempenho do monoposto deste ano.
“Mais ou menos como todas as sextas-feiras para nós, tentando várias coisas diferentes”, disse Hamilton. “[Tivemos] um assoalho experimental no meu carro, que não funcionou. Nada que fazemos com esse carro parece funcionar. Tentamos configurações diferentes, eu e George estávamos em configurações de carro opostas no TL2 para ver se uma funcionava e a outra não”, revelou.
No entanto, a tentativa foi um “desastre”, nas palavras de Hamilton, que não conseguiu se encontrar com o carro e chegou a classificá-lo como “inguiável” durante o TL2. Após as sessões, o britânico deixou claro que não está nada feliz com o momento que está vivendo na Fórmula 1 — e com poucas esperanças de melhora.
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“Eu vou esperar para ouvir, mas para mim, foi um desastre”, admitiu. “É como se o carro estivesse piorando. [Estou] ficando mais e mais infeliz com isso. Vamos continuar trabalhando. Acho que esse é o carro para a temporada. Então, temos que aguentar e trabalhar duro em construir um carro melhor para o ano que vem”, lamentou.
Sem economizar palavras, Hamilton criticou bastante a dificuldade de pilotar o monoposto da Mercedes, em suas palavras “o pior que já teve” em uma corrida no Canadá. O piloto britânico enumerou alguns problemas do carro e disse que apenas tentava se manter longe de uma batida.
“Você encosta na zebra e o carro voa, é tão rígido”, reclamou. “Aqui, você tem que usar as zebras. Não é a mesma Montreal que estou acostumado e que experimentei ao longo da minha carreira. É a pior coisa que já senti em qualquer carro aqui. Espero que ao longo da noite possamos mudar algo, mas é algo sobre os fundamentos do carro, e vamos sofrer”, reconheceu.
“É apenas uma luta monumental o tempo inteiro para mantê-lo fora do muro”, criticou. “Quando o carro sai do chão e volta, vai em direções totalmente diferentes. Então, você fica tentando segurar um carro que pula, balança… É duro. Eu consegui passar pelo dia. Tive alguns banhos de gelo para as costas”, finalizou.