Enquanto Toto Wolff jura que a Mercedes não tem dinheiro para promover grandes atualizações ao W17 ainda em 2026, Andrea Stella se mostrou um tanto cético quanto a isso por saber que as equipes possuem margem para gastos por causa da mudança de regulamento. O chefe da McLaren ainda ressaltou ter certeza de que a Mercedes tem em túnel de vento um carro mais rápido do que o visto na pista.

Não é a primeira vez que Wolff chama atenção para o teto orçamentário da F1, atualmente fixado em US$ 215 milhões (R$ 1,1 bilhão, na cotação mais recente) — valor bem acima dos US$ 135 milhões (R$ 693 milhões) do ano passado. O aumento, no entanto, foi proposital por conta da profunda mudança técnica pela qual a F1 passou tanto na configuração do motor quanto na parte aerodinâmica.

Mas Stella também chamou atenção para a margem de US$ 6 milhões (R$ 30,9 milhões) que pode ser usada até 2028 para solucionar eventuais problemas ligados ao novo regulamento — US$ 3 milhões (R$ 15,4 milhões) entre 2026 e 2027 e a outra metade entre 2027 e 2028. Tal variação foi acordada e concedida às equipes porque os ajustes que serão feitos nos motores nos próximos dois anos podem impactar o projeto do chassi.

“Graças ao regulamento das unidades de potência de 2027, todas as equipes terão uma margem adicional em seus relatórios do teto de gastos. E tenho certeza de que a Mercedes, ao ver que as rivais estão elevando o nível, aproveitará agora o desenvolvimento que certamente está ocorrendo nos bastidores”, disse o líder da McLaren aos jornalistas presentes em Zandvoort.

Trata-se, na verdade, de um recurso também estratégico. Uma equipe, por exemplo, pode decidir usar boa parte do capital extra até o final do ano e o resto em 2027, porém ficará sem margem financeira para 2028.

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A Mercedes viu o avanço de Ferrari e McLaren na perna europeia (Foto: Reprodução/F1)

“Tenho certeza de que o carro deles no túnel de vento é bem mais rápido do que o que utilizam na pista. Eles vão querer converter parte desse potencial em atualizações que cheguem ao carro real. Portanto, estou convicto de que terão atualizações. Seria bom se não tivessem, claro, mas nem quero cogitar essa possibilidade”, encerrou Stella.

Antonelli lidera o Mundial de Pilotos com 242 pontos, 59 a mais que George Russell e Lewis Hamilton, empatados com 183. Lando Norris é o quarto, com 159, mas venceu as duas últimas corridas do ano (Hungria e Países Baixos).

A Fórmula 1 volta de 4 a 6 de setembro em Monza, palco do GP da Itália, 13ª etapa da temporada 2026.