Ciente de que não tem ainda condições de brigar por vitórias contra Ferrari e Red Bull, a Mercedes se viu obrigada a optar por uma jogada mais voltada para testes durante o fim de semana na Austrália. O estrategista-chefe, James Vowles, revelou que Lewis Hamilton correu com sensores instalados no carro com o intuito de coletar informações e buscar melhorias no desempenho do W13.

Correr com sensores não é novidade, e também não costuma ser um problema para as esquipes, mas a Mercedes — assim como outras no grid — enfrenta dificuldades para ficar dentro peso limite de 798 kg. E os aparatos contribuíram para um ganho extra em Melbourne.

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Lewis Hamilton na Austrália correu com carro mais pesado que o normal por conta dos sensores (Foto: Mercedes)

Vowles explicou que a decisão de manter os sensores durante a corrida não foi fácil por causa do peso. “Como organização, é preciso sempre ter um bom entendimento e ser baseado por dados.”

“Foi doloroso. Tirar os sensores do carro por causa do peso significa perder informações, e o que concluímos nas duas primeiras corridas é que tínhamos muitas perguntas sem respostas por consequência disso”, afirmou o estrategista.

A Mercedes corre contra o tempo para não dar a temporada 2022 como perdida. Mesmo estando em segundo tanto no Mundial de Pilotos, com George Russel, quanto no de Construtores, os dois terceiros lugares conquistados no Bahrein e na Austrália foram circunstanciais, e o time de Brackley sabe que precisa evoluir para começar a vencer.

“Em um ano normal, você nem consideraria não ter sensores no carro. Você adicionaria o que fosse preciso para ter certeza de entender o que está acontecendo. Mas este não é um ano normal, obviamente, e o carro está acima do peso”, concluiu Vowles.