Adepto do uso de simulador na Fórmula 1, Oscar Piastri reconheceu que talvez nem todos os pilotos se sintam tão à vontade, uma vez que, como ele mesmo destacou, a ferramenta “nunca será perfeita”. Ao falar das críticas feitas por Lewis Hamilton, o titular da McLaren também destacou que o fato de serem de diferentes gerações tem um impacto nas preferências de cada um.
Após um fim de semana complicado da Ferrari no GP de Miami, o heptacampeão mundial levantou a hipótese de que o simulador da escuderia poderia estar atrapalhando o desempenho, visto que, de acordo com o britânico, os dados gerados pelo equipamento não se correlacionavam com aqueles coletados na pista. Desta forma, o #44 decidiu mudar completamente a abordagem, principalmente depois de terminar em segundo no GP do Canadá e vencer na Catalunha.
Charles Leclerc, por outro lado, foi na contramão do companheiro de equipe e garantiu que o simulador “funciona muito bem” para ele. E o mesmo parece ser verdade para Piastri, que em entrevista ao site MotorsportWeek, deixou claro que o utiliza para a coleta de informações importantes para as corridas.
“Eu considero útil. Também cresci em uma geração diferente daquela em que Lewis cresceu. É claro que os simuladores existem há bastante tempo, mas entendo que eles não são para todo mundo”, começou. “Com os carros atuais, eles são muito complicados, e considero bastante útil ter algum simulador em funcionamento, tanto para mim quanto para a equipe”, seguiu.
“Mas cada pessoa é diferente. Eles nunca serão perfeitos. Nunca serão uma ferramenta à prova de falhas e nunca serão tão bons quanto pilotar o carro de verdade. Você trabalha com as ferramentas que tem, ou não, se achar que isso é melhor para você”, encerrou o #81 da McLaren.

A Fórmula 1 está de férias. A categoria retoma as atividades da temporada 2026 de 21 a 23 de agosto, com o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.
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