Oscar Piastri fez um balanço do próprio desempenho na temporada 2026 da Fórmula 1 e destacou que os resultados não fazem jus à evolução como piloto. Por conta dos dois títulos consecutivos da McLaren no Mundial de Construtores, o australiano reconheceu que o nível de cobrança ficou bem alto e que a equipe viveu altos e baixos nas primeiras 11 corridas do campeonato.
Atual bicampeão do Mundial de Construtores, o time liderado por Andrea Stella sofreu com muitas questões de confiabilidade e também com dificuldades para se entender com a unidade de potência da Mercedes. Desta forma, a escuderia inglesa demorou a ter condições de entrar na briga pelo degrau mais alto do pódio nas primeiras etapas da temporada 2026, o que só aconteceu mesmo em Budapeste, com Lando Norris levando a melhor.
Piastri chegou a assumir a liderança do GP da Hungria logo na largada e permaneceu na ponta durante boa parte da corrida até ser atrapalhado por Carlos Sainz, que era retardatário, e viu o companheiro de equipe parar nos boxes e ainda voltar na frente, o que o deixou chateado com a McLaren. Por fim, abandonou no 56º giro devido a uma falha na caixa de câmbio.
O dono do #81 segue sem vencer em 2026 e subiu ao pódio somente duas vezes, além de ser constantemente superado por Norris. Ainda assim, acredita que os resultados não refletem a evolução como piloto nesta temporada.

“Acho que as boas colocações foram importantes, mas sinto que também aprendi muito sobre como posso me aprimorar como piloto, mesmo que os resultados nem sempre mostrem isso”, declarou Piastri.
A McLaren perdeu um terreno considerável para as rivais em relação ao ano passado, quando chegou a conquistar o título de Construtores com seis corridas de antecedência. Agora, ocupam a terceira posição no Mundial, 159 pontos atrás da líder Mercedes, além de ter 87 tentos de desvantagem para a Ferrari, que é vice-líder. Oscar admitiu que a equipe papaia não está onde gostaria e que o nível de cobrança aumentou após os títulos.
“Definitivamente, tem sido uma montanha-russa. Nosso nível geral de desempenho não tem sido exatamente o que gostaríamos. Chegamos perto de algumas vitórias e conquistamos alguns pódios, o que foi bom, mas, obviamente, estabelecemos um padrão muito alto no ano passado. Também tivemos nossa cota de problemas, sejam corridas difíceis ou problemas de confiabilidade”, reconheceu.
Piastri clasificou os GPs do Japão e de Miami como os melhores fins de semana na temporada. Além disso, destacou que a corrida na Áustria foi uma reação importante após terminar 58s atrás de Lewis Hamilton, que venceu em Barcelona, e ter também 35s de desvantagem para Norris na ocasião.

“Em termos de resultados, Japão e Miami foram bons fins de semana. Acho que a Áustria também foi boa. O resultado foi razoável, com o quarto lugar, mas também em termos da recuperação em relação a Barcelona e de como senti que o fim de semana transcorreu”, salientou.
“Barcelona foi definitivamente um dos fins de semana mais difíceis do ano, tive de aprender muito com aquilo e melhorar bastante. Sinto que a Áustria foi ótima para me recuperar e colocar em prática parte desse aprendizado”, finalizou.
A Fórmula 1 está de férias. A categoria retoma as atividades da temporada 2026 de 21 a 23 de agosto, com o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.
▶️ F1: confira o calendário completo de 2026
▶️ Inscreva-se nos canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GPTV