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Perda de peso do carro e até de Russell: Mercedes explica desclassificação na Bélgica

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Perda de peso do carro e até de Russell: Mercedes explica desclassificação na Bélgica

Andrew Shovlin, chefe de engenharia da Mercedes, enumerou vários fatores que contribuíram para a exclusão de George Russell da 14ª etapa da temporada 2024 da Fórmula 1

Daniel Balsa

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A Mercedes prometeu uma investigação minuciosa para descobrir a causa da desclassificação de George Russell, que foi o primeiro a receber a bandeira quadriculada no GP da Bélgica de Fórmula 1 no último domingo (28), mas perdeu o triunfo pelo fato do conjunto estar 1,5 kg abaixo do mínimo permitido. Chefe de engenharia da equipe, Andrew Shovlin disse que diversos fatores que contribuíram para a exclusão do britânico do resultado final, como a perda de peso do carro e também do próprio piloto, além de ter visto novamente a prancha de madeira do assoalho ter alto desgaste.

O dirigente da Mercedes explicou que Russell largou com o carro no mesmo peso de Lewis Hamilton, que herdou a vitória pela desclassificação do companheiro, mas o W15 do #63 passou por alguns processos que contribuíram para este ‘emagrecimento’.

O fato de Russell ter feito somente uma parada nos boxes contribuiu com isso. Os pneus desgastaram mais do que os de Hamilton. Os compostos de George deram mais voltas do que os que equipavam o companheiro no final — 34 x 18 —, terminando com menos borracha.

Shovlin declarou que a Mercedes averiguou que Russell perdeu mais peso do que o normal ao longo das 44 voltas em Spa-Francorchamps, mas o time também viu repetir um problema que desclassificou Hamilton do GP dos Estados Unidos de 2023: a perda excessiva de material da prancha de madeira do assoalho.

Andrew Shovlin listou fatores que fizeram George Russell ser desclassificado (Foto: Mercedes)

“No começo da corrida, os dois carros tinham o mesmo peso. Ambos foram pesados na classificação e estavam dentro do limite de 500 gramas. Obviamente, é muito frustrante e lamentável, depois de Russell ter feito uma corrida muito boa para vencer vindo de trás. Estamos tentando entender exatamente o que aconteceu”, disse Shovlin.

“Vários componentes diferentes estão envolvidos com relação ao peso. O carro pode perder bastante peso durante a corrida. Há desgaste de pneus, das pranchas, freios, consumo de óleo. Os pilotos perdem peso também e, nessa em particular, Russell emagreceu. Ele foi o único a enfrentar esse problema devido ao fato de que o desgaste dos pneus foi muito maior e parece que perdemos mais material da prancha”, completou.

Com relação à perda de material da prancha, Shovlin indicou que a Mercedes ainda estuda o que fazer para que essa situação não volte a ocorrer. O dirigente minimizou que o desempenho superior de Russell durante o GP da Bélgica foi em decorrência de ter corrida abaixo do regulamento.

“Estamos coletando todos os dados para refinar nossos processos. Nós não queremos que isso se repita no futuro”, revelou.

“Em termos de ritmo no início da corrida, o ganho é nulo, porque o carro de George e o de Lewis começaram a prova com o mesmo peso. Como o W15 de Russell perdia peso mais rápido do que Hamilton ao longo da corrida, existe um ganho associado a isso, mas estamos falando de centésimos por volta. Algo muito pequeno, ainda mais quando se trata de um ou dois kg. Isso não representa muito tempo por giro”, finalizou.

Fórmula 1 agora faz a tradicional pausa para as férias de verão na Europa e volta de 23 a 25 de agosto em Zandvoort, para a disputa do GP dos Países Baixos.

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