Pierre Gasly reconheceu que a Alpine perdeu terreno para as principais rivais do pelotão intermediário da Fórmula 1 e classificou como “crítico” o pacote de atualizações previsto para o GP dos Países Baixos. O francês afirmou que a equipe precisa reagir rapidamente após a pausa do verão europeu para manter vivas as chances de terminar o campeonato na quinta colocação no Mundial de Construtores.
A escuderia francesa iniciou o ano como principal força do meio do grid e ocupava o quinto lugar do Mundial após a etapa de Mônaco, quando Gasly conquistou um polêmico terceiro lugar — ele cruzou a linha de chegada na posição, mas recebeu 10s de punição, que foram revogados apenas no fim de semana do GP de Barcelona-Catalunha. Na ocasião, a Alpine ainda aparecia apenas 19 pontos atrás da Red Bull, quarta colocada.
Desde então, porém, o cenário mudou. Sem novidades técnicas desde o GP de Miami, a equipe caiu de rendimento e agora está atrás da Racing Bulls, enquanto rivais como Audi também reduziram a diferença. Na Hungria, a Aston Martin, equipada com um amplo pacote aerodinâmico, avançou ao Q2 pela primeira vez em 2026.
Por isso, a Alpine deposita grandes expectativas nas atualizações programadas para Zandvoort. Para Gasly, o sucesso do pacote irá impactar diretamente as chances do time francês na segunda metade da temporada.
“Na F1, quando você leva atualizações, espera que elas realmente tornem o carro mais rápido. Da minha parte, não tenho dúvidas de que elas vão entregar aquilo que a equipe espera. É importante porque a Aston Martin evoluiu cerca de 2s no último fim de semana e ainda terá uma nova unidade de potência. A Racing Bulls melhorou muito desde o início do ano, a Audi também”, afirmou.
“Praticamente não demos passos à frente. Então esse pacote é crítico se quisermos manter viva a esperança de terminar o campeonato em quinto”, destacou.

O francês admitiu que o desempenho atual já preocupa. Na Hungria, ficou fora da zona de pontuação pela terceira vez nas últimas quatro corridas e afirmou que o A526 precisa de mais velocidade.
“Não é a realidade que quero ver, mas também não adianta esconder. Nas últimas corridas, a história tem sido praticamente a mesma: classificamos em 12º ou 13º, atrás da Racing Bulls e da Audi. Na corrida, você até pensa que pode acompanhá-los, consegue enxergá-los, mas eles simplesmente têm mais ritmo do que nós. Não estamos no mesmo nível, lamentou.
“O carro também não transmite uma boa sensação. Ele não reage da forma como gostaria e não me permite pilotar do jeito que preciso. Ainda há muitas coisas para corrigir“, finalizou.
A Fórmula 1 está de férias. A categoria retoma as atividades da temporada 2026 de 21 a 23 de agosto, com o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.
▶️ F1: confira o calendário completo de 2026
▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GPTV