A Corte Criminal de Nyon, na Suíça, esperava iniciar nesta quarta-feira (15) um julgamento de abuso sexual contra uma ex-enfermeira particular de Michael Schumacher. A acusação data de 2019, após ataque sofrido justamente na casa da família Schumacher, em Gland. O caso é tratado em segredo de justiça e, portanto, os nomes da vítima quanto do réu são mantidos em sigilo. Entretanto, a ausência do réu fez com que os procedimentos legais fossem adiados.

As informações são do jornal suíço 24 Heures. De acordo com a publicação, o acusado é um piloto de corridas, que na época era amigo de Mick Schumacher, e que estava como convidado na mansão da família. Apesar disso, Mick e os demais membros do clã Schumacher não estão envolvidos no caso nem mesmo como testemunhas. Segundo o processo, nenhum dos Schumacher estava na mansão quando a situação se desenrolou. A família também não quis se manifestar quando procurada. Não está claro se Mick e o acusado têm qualquer tipo de relação atualmente.

A acusação formal foi feita posteriormente, e o caso corre na justiça desde janeiro de 2022. Nesta semana, a expectativa era iniciar o julgamento, mas o acusado não apareceu no tribunal de Nyon no horário marcado. O acusado vive na Austrália e não se apresentou, sendo representado somente pelo advogado.

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O Tribunal de Nyon, na Suíça (Foto: Reprodução)

Patrick Michod, representante legal da vítima, manifestou-se contrário ao adiamento do julgamento e favorável a que o caso se desenrole à revelia do réu. “Três anos e meio é muita coisa para uma investigação. Muito tempo”, afirmou após dizer que, apesar de, na maioria das vezes, a justiça assegurar que um réu tenha segunda chance de aparecer em frente ao tribunal, este caso conta com “vários elementos” de justificam o julgamento de seguir em frente mesmo sem manifestação do acusado. Afirmou ainda que a vítima está em sofrimento “muito pesado” desde o ocorrido.

Ainda declarou que, apesar do julgamento estar marcado há meses, o réu não se preocupou em pedir salvo-conduto ou se desculpar pela ausência e que se configura num “covarde” que “não assume responsabilidade pelos próprios atos”.

“É como se dissesse: ‘pode me julgar à revelia'”, apontou.

De acordo com Luc Vaney, advogado do réu, o motivo da ausência foi “preocupação com a família”, mas deu a palavra que o cliente estará presente em nova data. Após recomendação da promotoria para adiamento de seis meses, a corte aceitou remarcar. A nova data do julgamento ainda não foi definida, mas a expectativa é que aconteça no primeiro semestre de 2026.

Ainda de acordo com o 24 Heures, além de piloto de corridas de automóvel, o acusado está perto de completar 30 anos de idade, é australiano e está cumprindo suspensão do esporte por doping.

O caso

Também de acordo com informações da publicação suíça 24 Heures, o crime teria acontecido em 23 de novembro de 2019. A enfermeira de cerca de 30 anos, que fazia parte da equipe médica que cuidava de Michael Schumacher, foi atacada dentro de um local reservado ao descanso dos funcionários da mansão da família. Depois do fim do plantão, a profissional se encontrou com colegas de trabalho em uma área de lazer. O suspeito também participava do momento de descontração. Mas após ingerir bebidas alcoólicas, a vítima se sentiu mal. Ela foi levada ao quarto por um fisioterapeuta com a ajuda do suposto agressor, que a colocaram na cama, “sem despi-la”, segundo a acusação.

Mas o suspeito acabou retornando ao lugar algum tempo depois, onde abusou sexualmente da mulher por duas vezes. Ela ainda estava inconsciente.

A vítima revelou que, no dia seguinte, não se lembrava de nada. Mas evidências físicas e materiais levantaram dúvidas sobre o que teria acontecido. A enfermeira chegou a trocar mensagens com o acusado sobre o episódio, pedindo para que ele se afastasse dela. Essas conversas se tornaram provas e fazem parte dos arquivos do caso. Em um primeiro momento, a mulher decidiu não falar sobre o crime, principalmente devido a sua posição de trabalho. No entanto, em janeiro de 2022, ela optou por apresentar uma queixa contra o rapaz. A profissional já havia sido demitida do cargo. E agora aguarda o julgamento.

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Classificação18:0020:0022:0023:00
Corrida16:0018:0020:0021:00

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