Embora tenha assinado contrato com a Red Bull até o fim da temporada 2025 da Fórmula 1, Sergio Pérez parece cada vez mais com os dias contados, só que os taurinos terão de desembolsar muito dinheiro se realmente quiserem outro nome ao lado de Max Verstappen no ano que vem. Mais precisamente R$ 20 milhões (R$ 115 milhões, na cotação mais recente).

A informação é do jornal suíço Blick desta quinta-feira (21). A publicação explica que a perda do título dos Construtores custará US$ 50 milhões (R$ 289 milhões) em premiação para a base em Milton Keynes. “Além disso, Pérez está exigindo pelo menos R$ 20 milhões de indenização se for dispensado”, diz o texto.

Coincidentemente, este é o mesmo valor que a Williams pede para liberar Franco Colapinto, segundo informou o portal neerlandês RacingNews365 no início de novembro. O argentino despertou o interesse da cúpula taurina desde a estreia na Itália. A Red Bull ainda estaria disposta a buscar patrocinadores do próprio piloto para cobrir o valor.

Pérez, todavia, permanece seguro de que cumprirá o contrato até o fim, e a postura pode ser explicada pelo enorme aporte financeiro que garante aos cofres da Red Bull. O GRANDE PRÊMIO soube que a Telmex, titã da telecomunicação mexicana, já injetou mais de US$ 130 milhões (cerca de R$ 750 milhões) desde a entrada de Sergio no time, em 2021.

Sergio Pérez leva grande aporte financeiro para a Red Bull (Foto: AFP)

O jornal espanhol Marca também afirmou que Pérez havia se garantido na equipe austríaca graças a novos acordos comerciais que renderiam não apenas o salário atual de US$ 10 milhões (R$ 57 milhões), como também outros US$ 30 milhões (R$ 173 milhões) ao time dos energéticos.

O futuro de Pérez na F1 é um dos assuntos mais especulados da temporada 2024, e isso porque, mais uma vez, o mexicano não consegue acompanhar o ritmo de Verstappen. Para se ter uma ideia, dos 544 pontos da Red Bull no ano, apenas 151 foram anotados por Checo.

A disparidade de performance fez Pérez ficar constantemente na berlinda. Até mesmo um anúncio de aposentadoria na Cidade do México fora especulado, o que não aconteceu, mas a ausência de pontos após outro desempenho ruim fez o próprio chefe, Christian Horner, admitir à imprensa que estava diante de uma “decisão difícil”.

O consultor Helmut Marko, todavia, assegurou que nenhuma decisão seria tomada antes de Abu Dhabi, até pelo teste de pós-temporada que será realizado. Liam Lawson, hoje na RBYuki Tsunoda, que vai andar com o RB20 pela primeira vez, e Isack Hadjar, o primeiro da fila dos meninos da academia, são alguns candidatos. Isso sem contar Colapinto correndo por fora.

Pérez também se viu indiretamente ligado a uma polêmica por conta do pai, Antonio Pérez Garibay, que usou de fala homofóbica contra o ex-piloto e comentarista da Sky Sports, Ralf Schumacher, para defender o filho. O piloto da Red Bull ainda não se pronunciou sobre o assunto.

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