A briga entre Mercedes e Red Bull no ano passado terminou com final feliz para os taurinos, que conquistaram o título do Mundial de Pilotos e encerraram uma escrita de sete anos apenas com campeões das Flechas de Prata. Em 2022, a briga contra a Ferrari pelo título nem envolve mais a equipe alemã — claramente abaixo das rivais —, mas nem por isso Christian Horner deixa o clima esfriar entre as garagens. Após o GP do Azerbaijão disputado no último domingo (12), o britânico novamente provocou o time de Toto Wolff.
Com Lewis Hamilton sofrendo com dores na costas e até mesmo sentindo dificuldades para deixar o carro e George Russell também reclamando bastante sobre o efeito do quique no corpo dos pilotos, o chefe da Red Bull disparou palavras duras para o que considerou “choro” do time alemão. “Diga a eles para chorarem o quanto quiserem pelo rádio e transformarem o problema em algo maior o tanto quanto puderem. É parte do jogo”, disse Horner.
Enquanto Russell defendeu a tese de que as regras deveriam permitir uma mudança antes que o problema afete a saúde dos pilotos, Hamilton foi flagrado pelas câmeras com extrema dificuldade de deixar o W13 devido a fortes dores nas costas — e teve até sua presença questionada na próxima corrida. No entanto, na opinião de Horner, a Mercedes está estrategicamente chamando atenção para a situação.
“É claro que sim”, opinou. “Olha, é desconfortável, mas existem soluções para isso — só que seriam prejudiciais à performance do carro. Qual é a coisa mais fácil a se fazer? Reclamar de uma questão de segurança, mas cada equipe possui uma escolha”, explicou.
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“Se fosse uma preocupação genuína com segurança por todo o grid, então seria algo que deveria ser observado”, alegou. “Mas se está afetando pessoas ou equipes isoladas, então é algo que o time potencialmente deveria lidar”, ressaltou.
Horner até mesmo ‘sugeriu’ uma alteração no carro da Mercedes que poderia diminuir os fortes quiques — mas que prejudicaria o desempenho do carro. Aproveitando as reclamações dos rivais, o britânico provocou e disse que a equipe alemã não deveria utilizar o carro em condições inseguras, como alegam seus pilotos — e não deixou de dar uma alfinetada ao final.
“Eles podem sempre usar uma prancha maior [na parte inferior do carro] se quiserem”, prosseguiu. “A coisa mais fácil é obviamente aumentar [a altura] do carro, então a equipe tem essa opção. Você tem uma escolha sobre como usar o carro e nunca deveria utilizar um monoposto que está inseguro”, afirmou.
“Mas acho que isso é mais para o caras da parte técnica, porque existem certos carros que têm muitos problemas e outros carros com pouquíssimos problemas”, argumentou. “Me parece injusto penalizar os que fizeram um bom trabalho contra os que talvez tenham errado um pouco o alvo”, encerrou.