A sede da Aramco, petrolífera estatal da Arábia Saudita e principal parceira da Aston Martin na Fórmula 1, foi alvo de um ataque de míssil na noite desta terça-feira (13) em Dhahran, no leste do país. A ação militar causou danos estruturais e um incêndio no complexo administrativo da companhia, mas não deixou vítimas.
O Ministério de Energia saudita informou, por meio de comunicado oficial, que as autoridades responderam rapidamente ao incidente. A pasta classificou o episódio como um incêndio limitado e confirmou a ausência de mortos ou feridos. No entanto, segundo informações da agência Reuters, houve danos extensos na torre sul do complexo.
O fogo começou no nono andar e se espalhou entre o sexto e o décimo pavimentos. Os três últimos andares do prédio, onde fica o escritório do diretor-executivo da empresa, Amin Nasser, foram severamente atingidos. Parte do teto cedeu, enquanto portas e janelas foram destruídas pelo impacto da explosão. As chamas seguiram ativas até as primeiras horas desta quarta-feira.
O local bombardeado abriga o centro de operações responsável por gerenciar a rede de plataformas, refinarias e gasodutos da maior petrolífera do mundo. Apesar da proporção do ataque, a operação global da Aramco prosseguiu normalmente. Parte dos funcionários em Dhahran teve de adotar o modelo de trabalho remoto, enquanto funções específicas foram transferidas para escritórios da empresa em outros países.
A autoria dos disparos é do grupo Houthi, do Iêmen, aliado ao Irã. Há uma semana, a organização tem lançado mísseis balísticos e drones contra alvos importantes na Arábia Saudita. A ofensiva acontece em retaliação ao apoio do governo saudita às forças oficiais iemenitas na guerra civil que assola o país vizinho. Os rebeldes já haviam alertado trabalhadores do setor de petróleo a manterem distância de instalações que poderiam se tornar alvos.
A escalada de tensão no Oriente Médio atingiu níveis drásticos nos últimos dias. No último sábado (10), um míssil balístico disparado contra o Aeroporto Internacional King Khalid, em Riade, matou 13 pessoas no ataque mais letal registrado no país em uma década. Na quarta-feira, estilhaços de armas interceptadas pelo sistema de defesa também deixaram quatro civis feridos em áreas residenciais da capital.

Antes do míssil atingir a instalação da Aramco, os Houthis ameaçaram uma resposta “dura e dolorosa” aos bombardeios liderados pela coalizão saudita no Iêmen. A própria coalizão confirmou ter atacado depósitos de combustível e estações centrais de petróleo nos arredores de Sanaa, capital iemenita, com o objetivo de neutralizar a capacidade militar do grupo rival.
A Fórmula 1 tira uma folga neste fim de semana e retorna entre os dias 23 e 25 de outubro, para a disputa do GP dos Estados Unidos. A etapa de Austin será a 18ª da temporada 2026.