Enquanto a Ferrari ainda estuda a melhor opção para o lugar de Mattia Binotto no comando do time na Fórmula 1 em 2023, o italiano surge como um nome importante e agora disponível no mercado. Mas nem todos no grid encaram dessa forma, como é o caso da Mercedes. Toto Wolff, aliás, tratou de esclarecer que essa é uma possibilidade fora de cogitação.
O chefão das Flechas de Prata comentou o caso Binotto durante a sua participação no podcast Beyond the Grid. Para Wolff, ainda que “o inevitável” tenha acontecido, o agora ex-chefe de equipe de Maranello conseguiu se sustentar por mais tempo que o esperado.
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“Estávamos em um posição muito melhor [no campeonato], mas sempre ficou claro o quão sob pressão ele estava”, disse o austríaco. “Sendo chefe de equipe na Ferrari, é importante ter um bom contrato em mãos no momento da saída”, acrescentou.
“Agora, o inevitável aconteceu, mas ele sustentou a situação mais do que eu esperava”, completou Wolff.
Em 28 anos de parceria com a Ferrari, Binotto se destacou principalmente pelo seu trabalho como engenheiro e chefe de motor. No comando da escuderia, teve altos e baixos, mas conseguiu trazer o time novamente ao protagonismo de uma disputa de título.
Wolff, que já admitiu em entrevistas recentes que gostaria de dividir o comando da Mercedes para ter mais tempo fora das pistas, foi questionado se a experiência e o conhecimento de Binotto não seriam interessantes para o time de Brackley, mas declinou da ideia.
“Não, acho que houve muitas rusgas entre nós nos últimos dois anos para isso ser possível”, admitiu. “Não posso dizer sobre as outras equipes. Mas, sem dúvida, Mattia conhece a F1 por dentro e por fora, então acredito que encontre lugar em outro time”, completou.
Um dos nomes cotados, de acordo com a imprensa italiana, é Frédéric Vasseur, atualmente chefe de equipe da Alfa Romeo. Na opinião do chefão da Mercedes, independentemente de quem seja o escolhido, um chefe de equipe precisa entender o automobilismo além da F1 e ser “politicamente astuto”.
“É um ambiente muito especializado. Quando mais você conhecer desse esporte, melhor será. Mas é um nicho onde esporte, regulamentos, corpo diretivo, detentor de direitos comerciais, competidores, todos estão trancafiados no paddock. Você pode ser um bom gerente de corridas, mas não entender nada do que está acontecendo comercialmente”, finalizou.