Williams e Haas são as únicas duas equipes da Fórmula 1 que ainda não anunciaram suas duplas titulares para a próxima temporada, mas o time britânico diz saber exatamente o que quer. Após confirmar que não vai renovar com Nicholas Latifi para 2023, a escuderia de Grove foi ao mercado por um substituto para atuar ao lado de Alexander Albon — e Dave Robson, chefe de performance dos ingleses, sonha com um nome que possa fazer com que o tailandês suba ainda mais o nível nos próximos anos.
“Precisamos de alguém que vá impulsionar o Alex [Albon] à frente e que esteja lutando com ele a cada corrida”, explicou Robson. “O ideal é ter alguém com tratos similares no carro. Vamos ver aonde chegamos. Mas tudo que queremos é ter dois carros competitivos, impulsionando um ao outro para chegar ao Q2, ao Q3 e além”, ressaltou.
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Na próxima etapa do calendário, o GP dos Estados Unidos em Austin, a Williams vai trocar o piloto no carro de Latifi: sai o canadense e entra Logan Sargeant, piloto americano da F2 e integrante das categorias de base da equipe inglesa. Caso consiga os pontos necessários para a superlicença, o jovem de 21 anos se torna um nome forte para o posto.
Albon é considerado um grande reforço para a equipe, que sonha em ter mais um nome que agregue na busca por pontos no carro ao lado — Latifi só foi pontuar no GP do Japão, 18ª etapa da temporada, enquanto Albon tem quatro tentos e Nyck de Vries fez dois logo em sua estreia, na Itália. A Williams ainda sente a ida de George Russell à Mercedes, e busca um nome que a faça esquecer do britânico.
“Foi uma pena perder George [Russell] e toda sua capacidade, mas Alex chegou, tem experiência sobre como carros rápidos se comportam e se encaixou muito bem”, elogiou. “E ele alcança bem aquele equilíbrio entre entender o que é possível de conseguir, mas ao mesmo tempo forçar e motivar a todos. Então, ele é uma grande influência, trabalha duro e realmente nos faz ir à frente”, avaliou.

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“Em termos do que tentam alcançar, então sim, eles [Albon e Russell] são bem parecidos — se motivam de forma parecida e querem alcançar a mesma coisa”, comparou Robson. “Em termos de traços de personalidade, eles são bem diferentes”, admitiu.
Por fim, Robson apontou que apesar do jeito calmo de Albon, o tailandês trabalha forte pela melhora da equipe. No entanto, admitiu que foi necessário algum tempo de adaptação para que as duas partes entendessem melhor sobre como o outro lado faz para se motivar em busca do objetivo.
“Acho que Alex pode passar como alguém muito quieto e humilde, além de muito amigável. Ele é, mas ao mesmo tempo, ele está trabalhando duro”, destacou. “Então, acho que o jeito que o entusiasmo se manifesta é um pouco diferente, e inevitavelmente isso leva um pouco de tempo para ser entendido enquanto estamos nos conhecendo. Existes similaridades suficientes para que Alex possa pegar de onde George deixou e nos levar adiante”, encerrou.