A Fórmula E tem um novo campeão: Nyck de Vries. Após conseguir somente a 13ª posição par a largada, atrás dos principais postulantes ao título, as coisas pareciam se dificultar para o holandês, mas o céu abriu muito rapidamente na segunda corrida do eP de Berlim, neste domingo (15). Em duas voltas, os três rivais mais próximos abandonaram. Foi a tônica de uma corrida sem muito respeito.
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Ao menos foi uma das coisas que disse De Vries logo após a prova. Perto do fim da corrida, o piloto da Mercedes se envolveu numa sequência de brigas num bolo que também contava com o companheiro Stoffel Vandoorne, Pascal Wehrlein, André Lotterer, Alexander Sims, Sam Bird e René Rast.
Além da puxada de orelha no pelotão, afirmou ter ficado incomodado com a falta de clareza da equipe ao explicar o que ele tinha de fazer. E a emoção deu o ar da graça, claro.
“Não tenho palavras, estou começando a ficar emocionado”, disse tentando segurar o choro.

“Foi uma temporada tão difícil, com altos e baixos, todo mundo mais ou menos no mesmo barco e tudo veio para ser resolvido na última corrida. Tivemos sorte com tudo que aconteceu. Estou feliz que estão todos bem após o incidente da largada [a batida entre Edoardo Mortara e Mitch Evans] e, creio, tivemos uma corrida ótima. O ritmo do carro era muito bom, mas, ao mesmo tempo, estava complicado demais, ninguém estava respeitando nada. Eu só queria trazer [o carro] para casa. Em algum momento, soube que estava tudo bem. É, conseguimos”, afirmou.
“O pessoal estava dizendo ‘lute com JEV [Vergne], é importante’, e eu perguntei por que era importante, estava ficando frustrado que eles não queriam me dizer. Depois, continuaram só me dando as instruções de ir para frente, esquerda e direita… Não fiquei tão feliz com isso, foi o motivo de eu ter terminado a corrida meio resmungão. Agora está começando a cair a ficha”, finalizou.
De Vries se torna, assim, o sexto campeão em sete temporadas da história da Fórmula E e entra para o rol que conta com Nelsinho Piquet, Sébastien Buemi, Lucas Di Grassi, Jean-Éric Vergne e António Félix da Costa.