Em entrevista exclusiva ao GRANDE PRÊMIO, Felipe Drugovich comentou o acerto com a Andretti para competir na Fórmula E a partir da temporada 2025/26 e disse que realmente “precisava voltar a ser piloto titular” em um campeonato de nível mundial. Além disso, deixou claro que virou a página da Fórmula 1 para focar completamente na busca por resultados expressivos na categoria elétrica.
Depois de conquistar o título da Fórmula 2, em 2022, o brasileiro se tornou reserva da Aston Martin e participou de diversas atividades com a equipe britânica ao longo dos últimos anos, embora a tão sonhada oportunidade de figurar como um dos protagonistas do grid nunca tenha aparecido. Desta forma, decidiu adquirir experiência em outros lugares e se aventurou em corridas de endurance, como as 24 Horas de Le Mans e o IMSA SportsCar, por exemplo, além de um teste na Indy com a Ganassi.
Mas Drugovich só encontrou aquilo que realmente procurava quando competiu na Fórmula E. Em julho de 2025, foi convocado pela Mahindra para substituir Nyck de Vries durante o fim de semana do eP de Berlim, já que o neerlandês precisou viajar até o Brasil para representar a Toyota nas 6 Horas de São Paulo do WEC. Em um cenário totalmente desafiador, Felipe se destacou ao terminar a corrida 2 daquela etapa na sétima posição — o suficiente para colocá-lo na zona de pontos.
Agora, ao optar por vestir as cores da Andretti, o piloto de 25 anos afirmou que está ansioso para assumir de maneira definitiva o papel de titular em uma competição de ponta. “Estou extremamente feliz, acho que é algo que eu precisava. Voltar às pistas, voltar à atividade, voltar realmente a ser um piloto titular em uma categoria, principalmente de fórmula, mas também que tivesse o meu engenheiro, os meus mecânicos, minha equipe própria. É algo que senti muita falta”, disse em conversa com o GRANDE PRÊMIO.

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“E voltar na Fórmula E, com um campeonato desse tamanho, um campeonato mundial, com uma equipe desse tamanho, é um prazer. Então estou muito contente e acho que veio na hora certa”, acrescentou Drugovich, que, na sequência, também foi questionado sobre a decisão de abrir mão da F1 neste momento para buscar novos rumos na carreira.
“Logicamente, nenhum piloto negaria uma vaga na F1, então a gente nunca sabe o que vai acontecer. Mas, no momento, tenho de virar a página, começar a focar na Fórmula E, começar realmente a trabalhar o máximo para ter resultado aqui”, declarou. “E se um dia acontecer de ter uma oportunidade na F1, tudo bem, mas realmente não é o foco”, reiterou.
“A gente tem de virar a página, lidar com as frustrações e seguir em frente. Tem muita gente que gostaria de estar no meu lugar, então só tenho de agradecer e aproveitar o máximo”, acrescentou Drugovich.

Por fim, explicou que ainda possui contrato até o fim do ano com a Aston Martin, mas evitou se prolongar muito sobre o assunto e deixou o futuro com a escuderia de Lawrence Stroll em aberto.
“Tenho contrato até o final do ano com eles, e aí a gente vai decidir se faz sentido ou não continuarmos juntos no futuro. Mas por enquanto não tem nada decidido”, concluiu.
O primeiro contato oficial de Drugovich com o carro, com exceção aos testes privados, será na pré-temporada de Valência. O período se estende entre 27 e 31 de outubro, com o último dia dedicado exclusivamente ao Teste de Pilotas. O campeonato começa no primeiro fim de semana de dezembro, entre os dias 3 e 4, com o eP de São Paulo, no Anhembi.