A Fórmula E quer manter Tóquio no calendário mesmo diante das dúvidas sobre a adaptação do circuito urbano aos carros Gen4. Alberto Longo, cofundador e diretor do campeonato, garantiu que a categoria elétrica trabalha para seguir na capital japonesa a partir da temporada 2026/27, apesar das discussões recentes sobre possíveis alternativas — como Sugo e Fuji.

O traçado montado na região do centro de convenções Tokyo Big Sight, no distrito de Ariake, é alvo de dúvidas quanto à adequação aos carros Gen4, que serão maiores, mais rápidos e com maior carga aerodinâmica em relação ao atuais Gen3 EvoAntónio Félix da Costa chegou a classificar a pista como “muito apertada” ao analisar a tendência da Fórmula E correr em mais circuitos permanentes.

O próprio Longo foi na mesma linha do português e chegou a admitir anteriormente que o traçado atual não apresenta condições ideais para receber os novos modelos. A discussão abriu espaço para especulações sobre uma eventual mudança para autódromos permanentes no Japão, com Sugo e Fuji como principais alternativas. Mas o dirigente indicou que a prioridade da Fórmula E continua sendo preservar a presença na capital.

“O contrato com Tóquio termina ao fim da temporada, mas eles querem continuar. Conversamos longamente com a FIA sobre essa pista específica. Queremos equilibrar, mostrar a melhor tecnologia dos carros e sermos fiéis aos princípios do campeonato, que é correr o máximo possível em locais no centro das cidades”, afirmou ao portal Motorsport.

Fórmula E reconhece desafios, mas quer manter etapa japonesa em Tóquio (Foto: Fórmula E)

Apesar dos claros desafios para correr em Ariake, Longo reforçou a relevância estratégica de Tóquio para a Fórmula E, especialmente em um momento em que a categoria busca consolidar mercados considerados prioritários na era Gen4.

“Tóquio atende a todos os requisitos. É uma cidade vibrante, entre as cinco maiores do mundo, e ainda passa a contar com corrida noturna nesta temporada. Definitivamente, é difícil imaginar sair de lá, e esperamos continuar”, explicou.

Além da questão técnica envolvendo o traçado, existe uma equação comercial que precisa ser resolvida. O contrato com o Governo Metropolitano de Tóquio vence na atual edição e precisa ser renovado. Porém, a categoria elétrica vem sofrendo prejuízo com os custos da corrida, que giram em torno de € 20 a 22 milhões (entre R$ 118,9 e 130,8 milhões). Portanto, as partes ainda conversam para encontrar um modelo de negócio que torne o evento mais rentável.

Manter uma etapa no Japão é tratado como prioridade pela Fórmula E. O peso do mercado japonês e a presença de grandes fabricantes e marcas nipônicas, como NissanYamaha — parceira da Lola na produção dos trens de força da equipe —, Bridgestone — nova fornecedora de pneus — e TDK — patrocinadora da Porsche —, são fatores que fazem a categoria elétrica se esforçar para segurar a etapa no calendário.

Fórmula E retorna entre os dias 19 e 20 de junho, com a realização do eP de Sanya. Emissora oficial no Brasil, o GRANDE PRÊMIO transmite todas as atividades de pista AO VIVO e COM IMAGENS no YouTube e na GPTV.

▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GPTV