O nome Lotus pode voltar ao cenário do automobilismo internacional através da Geely. O conglomerado chinês intensificou conversas com dirigentes da Fórmula E e representantes de equipes durante o eP de Xangai e avalia de forma cada vez mais concreta a possibilidade de ingressar na categoria elétrica durante a era Gen4.

Segundo informações do portal The Race, o plano da Geely é uma entrada na segunda fase da era Gen4, a partir de 2028. O vice-presidente executivo do grupo, Victor Young, esteve presente no fim de semana em Xangai e se reuniu com dirigentes da Fórmula E, incluindo o CEO Jeff Dodds, além de diversos chefes de equipe para discutir possibilidades de parceria.

A Fórmula E não conta com uma fabricante chinesa desde a saída da NIO ao fim da temporada 2022/23. A entrada da Geely preencheria essa lacuna e ampliaria ainda mais o número de fabricantes envolvidos na categoria.

O grupo possui diversas marcas que poderiam ser utilizadas no projeto, como Zeekr, Polestar, Lynk & Co, Maple e até mesmo a própria Geely. No entanto, a Lotus desponta como alternativa mais atraente por causa do peso histórico no automobilismo mundial.

A fabricante britânica voltou a operar integralmente sob controle da Geely após a reunificação das divisões Lotus Cars e Lotus Technology, em 2017. A empresa mantém sede em Hethel, na Inglaterra, e chegou a estudar um projeto para a Fórmula E no fim de 2020, quando Audi e BMW deixaram a categoria e abriram vagas entre os fabricantes.

Agora, porém, o cenário é diferente. O grid da categoria está praticamente completo e pode chegar a 24 carros já na próxima temporada, caso a Penske permaneça no campeonato após a saída da DS e a segunda equipe de fábrica da Porsche realmente vá às pistas.

Nome Lotus não compete em grandes categorias do automobilismo desde a F1 2015 (Foto: Reprodução/X)

Por isso, uma eventual entrada da Geely pode ocorrer por meio de uma parceria com uma estrutura já existente. Nesse cenário, Mahindra e Lola aparecem como candidatas mais prováveis para uma associação técnica, embora outras alternativas ainda estejam sendo analisadas.

Durante o eP de Xangai, Jeff Dodds reconheceu que mantém contato frequente com os executivos da Geely e deu sinais de que a aproximação entre as partes é real.

“Conheço bem Victor e conversamos muitas vezes. Eles fazem um trabalho impressionante, seja com Lynk & Co, Zeekr ou talvez Lotus e Polestar, que são marcas mais conhecidas para nós. Eles têm um portfólio enorme e são muito bem-sucedidos. Vocês podem tirar as próprias conclusões”, afirmou.

Caso o projeto seja aprovado e a Lotus seja escolhida para representar o grupo, o lendário nome voltará ao cenário de campeonatos mundiais pela primeira vez desde a saída da Fórmula 1, ao término da temporada 2015. Mais recentemente, a marca esteve presente nas pistas em competições de turismo, especialmente no Reino Unido, com o Emira GT4, lançado em 2023.

Esse seria apenas o segundo programa ativo da Geely no automobilismo. Atualmente, a marca chinesa compete no TCR World Tour, em parceria com a equipe Cyan Racing.

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