Lewis Hamilton realmente não teve vida fácil no GP da Bélgica do último domingo (19). Depois de largar da quinta posição, o heptacampeão mundial se envolveu em um incidente com George Russell logo na primeira volta, na curva 6, que causou o abandono do compatriota. Como resultado, recebeu uma punição de 5s que o prejudicou na luta pelo pódio em Spa-Francorchamps.
A situação ficou ainda mais caótica no 21º giro, quando foi chamado aos boxes para trocar os pneus médios pelos duros. Tudo parecia caminhar bem até que, ao receber uma ordem precipitada por parte do time de Maranello para sair com o carro, o #44 acelerou e acabou atropelando o mecãnico que se preparava para fazer um ajuste na asa dianteira. Felizmente, nada mais grave aconteceu.
Mas incidentes no pit-lane, seja em troca de pneus, reabastecimentos — quando eram permitidos — ou colisão entre carros, sempre existiram na Fórmula 1. Por esse motivo, o GRANDE PREMIUM separou dez momentos marcantes ao longo da história, alguns perigosos, enquanto outros interferiram diretamente nos rumos de uma corrida ou campeonato.
Kimi Räikkönen no GP do Bahrein de 2018
Vamos começar por um incidente que foi citado pelo próprio Hamilton nas entrevistas após o GP da Bélgica. O britânico admitiu que o “coração afundou” quando pensou que as consequências do ocorrido em Spa-Francorchamps fossem similares ao de Kimi Räikkönen no GP do Bahrein de 2018.
Na ocasião, o finlandês atropelou o mecãnico Francesco Cigarini depois de um erro no sistema de liberação. O carro saiu antes da troca do pneu traseiro esquerdo ser concluída, resultando em fraturas na tíbia e na fíbula do profissional, que passou por uma cirurgia bem-sucedida lá mesmo, no Bahrein. A Ferrari, por sua vez, foi multada em € 50 mil (R$ 291,500 mil, na cotação de hoje).
Felipe Massa no GP de Singapura de 2008
Um dos momentos mais icõnicos da história da F1, o incidente de Felipe Massa no GP de Singapura de 2008 virou até mesmo caso de ação na Justiça anos depois. Isso porque o brasileiro, que liderava a corrida, só fez a parada naquele momento devido à batida de Nelsinho Piquet, ordenada por Flavio Briatore. O caso, conhecido como ‘Crashgate’, só ficou conhecido no ano seguinte, em 2009.
Quando a prova foi interrompida pelo safety-car, Massa aproveitou para ir aos boxes. No entanto, o sistema de luzes da Ferrari deu sinal verde antes da hora, fazendo com que o piloto arrancasse com a mangueira de reabastecimento ainda presa ao carro. Felipe caiu para a última posição e perdeu pontos importantes na briga pelo título contra Hamilton.
Lewis Hamilton, Kimi Räikkönen e Nico Rosberg no GP do Canadá de 2008
O safety-car teve de ser acionado na volta 18 devido ao carro de Adrian Sutil, que quebrou e ficou parado no meio da pista. Desta forma, os pilotos que estavam brigando pela vitória decidiram aproveitar o momento para ir aos boxes. E foi aí que uma cena icônica aconteceu.
Líder da prova naquele momento, Hamilton foi ultrapassado por Kimi Räikkönen e Robert Kubica, que tiveram de parar no fim do pit-lane devido à luz vermelha. A regra era diferente naquela época: a saída dos boxes era fechada enquanto o pelotão liderado pelo safety-car passava na reta principal. Enquanto o finlandês e o polonês pararam, o agora heptacampeão mundial, então na McLaren, foi pêgo de surpresa e acabou acertando a traseira de Kimi. Nico Rosberg, que vinha logo atrás, também se envolveu na confusão.
O ocorrido facilitou a vida de Kubica, que seguiu sem maiores problemas para conquistar a única vitória na F1.
Kazuki Nakajima no GP do Brasil de 2007
Um dos episódios mais bizarros e perigosos de incidentes no pit-lane aconteceu em Interlagos. Em 2007, Kazuki Nakajima se preparava para realizar o primeiro pit-stop da carreira na F1, quando errou feio e atropelou três mecânicos. Felizmente, após exames hospitalares, foi constatado que nenhum dos profissionais havia sofrido qualquer lesão mais grave.
Jos Verstappen no GP da Alemanha de 1994
Pouquíssimos acidentes se comparam ao de Jos Verstappen no Hockenheimring em 1994, quando competia pela Benetton. Durante a parada nos boxes, uma enorme quantidade de combustível foi acidentalmente espirrada na carroceria quente do carro, causando um incêndio de grandes proporções em frente à garagem.
O traje de um membro da equipe pegou fogo, mas foi rapidamente apagado por um colega, evitando ferimentos mais graves. O piloto, por sua vez, escapou apenas com queimaduras ao redor dos olhos, já que a viseira estava levantada.
O ocorrido se tornou um divisor de águas no debate sobre a segurança do reabastecimento na F1.
Eddie Irvine no GP da Bélgica de 1995
Infelizmente, o incidente de Jos Verstappen está longe de ser o único na F1 envolvendo combustível e fogo. No GP da Bélgica de 1995, uma válvula de combustível emperrada durante a parada nos boxes fez com que o carro da Jordan de Eddie Irvine ficasse em chamas.
Os mecânicos rapidamente foram atrás dos extintores e conseguiram controlar a situação, com ninguém saindo ferido.
Nico Rosberg, Adrian Sutil e Robert Kubica no GP da Hungria de 2010
Aconteceu de tudo no pit-lane do Hungaroring há aproximadamente 16 anos. E tudo isso por causa de um safety-car acionado na volta 15 devido a detritos na pista, o que causou uma onda de pit-stops coletivos naquele momento. Foi aí que dois incidentes se desenrolaram.
O primeiro deles teve Nico Rosberg como protagonista. O titular da Mercedes saiu dos boxes com a roda traseira direita mal fixada. O pneu atravessou o pit-lane em velocidade considerável e atingiu um mecânico da Williams, que sofreu apenas contusões. O piloto, claro, abandonou.
A segunda situação aconteceu quase que no mesmo momento. Adrian Sutil se preparava para entrar no box da Force India quando Robert Kubica cruzou a trajetória do alemão, com os dois colidindo. Diferentemente do rival, o polonês conseguiu seguir na prova, embora tenha sido punido com 10s em stop-and-go. A Renault, por sua vez, foi culpada por liberação insegura e recebeu uma multa de US$ 50 mil (R$ 255 mil, na cotação de hoje).
Michael Schumacher no GP da Espanha de 2000
Michael Schumacher liderava o GP da Espanha quando entrou nos boxes na 24ª volta para trocar pneus e reabastecer. Se tudo deu certo por um lado, por outro, não: a mangueira de combustível ficou presa ao bocal do carro por alguns instantes. Foi aí que o mecânico responsável por autorizar a saída do piloto levantou a placa antes de o reabastecimento ter sido concluído. Desta forma, o alemão acelerou, sem saber que dois mecânicos ainda tentavam desconectar a mangueira de combustível.
Ao arrancar, a roda traseira direita atingiu Nigel Stepney, então chefe dos mecânicos da Ferrari e que ficou amplamente conhecido em 2007 como responsável pelo escândalo do ‘Spygate’, arrastado por alguns metros antes de cair no chão. Inicialmente nada de mais grave parecia ter acontecido, mas exames constataram uma fratura na tíbia e lesões nos tendões da perna, deixando-o afastado por algumas etapas.
Nigel Mansell no GP de Portugal de 1991
Nigel Mansell tinha tudo para vencer o GP de Portugal de 1991 e se aproximar ainda mais de Ayrton Senna na briga pelo título daquela temporada. No entanto, tudo foi por água abaixo no instante em que o piloto da Williams teve de ir aos boxes para a troca de pneus.
Após o procedimento ter sido efetuado, a equipe liberou o britânico, mas o pneu traseiro direito se soltou ainda dentro do pit-lane, com o carro ficando parado no meio do caminho. Os mecânicos foram até o local e resolveram o problema, com Mansell retornando à pista na 17ª posição. Porém, 20 voltas depois, a direção de prova decidiu desclassificá-lo por causa da ação do time.
No fim, Riccardo Patrese venceu e Senna ficou em segundo, ampliando para 24 pontos a vantagem para Nigel no Mundial.
Michele Alboreto no GP de San Marino de 1994
Em um fim de semana marcado pelas mortes de Roland Ratzenberger e Ayrton Senna, um acidente preocupante também aconteceu nos boxes. Na 48ª volta da corrida em Ímola, após reabastecer e calçar o carro com borracha nova, o pneu traseiro direito da Minardi de Michele Alboreto se soltou quando ele ainda estava no pit-lane. Vale lembrar que naquela época, diferentemente do que acontece hoje, não havia uma regra de limite de velocidade. Ou seja, estima-se que o piloto estava entre 140 a 150 km/h.
A roda foi em direção aos boxes da Ferrari e lesionou seriamente três mecânicos, além de outro profissional da Lotus. Todos foram levados às pressas ao centro médico do circuito, mas, apesar de algumas lesões graves, nenhum deles com risco de vida.
A Fórmula 1 volta de 24 a 26 de julho em Budapeste, palco do GP da Hungria, 11ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.
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GP da Hungria de F1: veja os horários em Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:
Horários no Brasil*
- Treino livre 1: 08:30
- Treino livre 2: 12:00
- Treino livre 3: 07:30
- Classificação: 11:00
- Corrida: 10:00
Horários em Portugal e Angola
- Treino livre 1: 12:30
- Treino livre 2: 16:00
- Treino livre 3: 11:30
- Classificação: 15:00
- Corrida: 14:00
Horários em Cabo Verde
- Treino livre 1: 10:30
- Treino livre 2: 14:00
- Treino livre 3: 09:30
- Classificação: 13:00
- Corrida: 12:00
Horários em Moçambique
- Treino livre 1: 13:30
- Treino livre 2: 17:00
- Treino livre 3: 12:30
- Classificação: 16:00
- Corrida: 15:00
*Horário de Brasília