Lewis Hamilton enfrentou uma corrida complicada GP da Bélgica de Fórmula 1, neste domingo (19). Depois de largar em quinto em Spa-Francorchamps, o inglês se envolveu em toque com George Russell, foi punido e ainda atropelou um mecânico da Ferrari nos boxes. Apesar do terminar em quarto, classificou a etapa como “muito difícil”, especialmente pelo toque com a Mercedes e o incidente no pit-stop.
Na primeira volta da disputa, Hamilton colidiu com Russell, que acabou escapando da pista em seguida e abandonou a prova após parar na brita. A situação gerou uma punição de 5s ao carro #44, que também teve danos, mas continuou na corrida.
Antes mesmo de a corrida começar, Hamilton teve problemas após acertar o muro nos últimos instantes do TL3. O contato na curva 13 destruiu a traseira do britânico, que precisou ter o carro consertado para a classificação. Assim, lamentou uma etapa cheia de percalços.
“Foi um fim de semana difícil. Carrego a responsabilidade pelo incidente de ontem, que fez com que o acerto não estivesse correto e eu ficasse fora de posição na classificação. Se estivesse certo, poderíamos ter brigado por um segundo ou terceiro lugar. Isso significou largar mais atrás, e George pareceu perder potência. Então, ele foi por fora e houve um toque”, declarou em entrevista acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO em Spa.
“Tive danos e, infelizmente, a corrida dele acabou. Nunca queremos ver isso. Fiz o melhor trabalho que pude durante a corrida com o dano que tinha. E houve a punição. Foi um incidente de corrida, não deveria haver punição, mas houve”, acrescentou.

Durante o pit-stop, mais complicações. Quando Hamilton estava pronto para voltar à pista, acabou acertando um mecânico que ainda mexia no carro com o pneu dianteiro direito — mas sem maiores problemas. A direção de prova, contudo, passou a analisar o lance.
Ao comentar o que sentiu no momento, Hamilton admitiu que logo lembrou de quando Kimi Räikkönen quebrou a perna de um mecânico em uma situação parecida, no GP do Bahrein de 2018, também de Ferrari.
“Meu Deus, estou muito grato que meu mecânico não tenha se machucado. Estava olhando as luzes e o carro. Eu deveria sair quando o carro estivesse descendo, e fui. Então o vi à minha direita e parei o mais rápido que pude. Tudo que consegui pensar foi quando Kimi quebrou uma perna [2018], e meu coração despencou por um segundo. Depois, ele se levantou e se moveu. [A discussão com os comissários] é coisa da equipe. Não fiz nada, avancei quando a luz estava verde”, completou.
A Fórmula 1 retorna já no próximo fim de semana, com o GP da Hungria, 11ª etapa da temporada 2026. Será a última parada da categoria antes da pausa de verão.
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