A Indy já concluiu a temporada 2026, que coroou Álex Palou com o pentacampeonato e Felix Rosenqvist como vencedor das 500 Milhas de Indianápolis na chegada mais apertada da história. O foco agora é no ano que vem — apesar de ainda haver indefinição em relação a algumas vagas do grid, é possível listar os principais pilotos que merecem atenção especial em 2027.

O próximo campeonato também marca o último ano do carro atual — a partir de 2028, o IR-28 entra em ação. Palou pode igualar o número de títulos de Scott Dixon em 2027, mas terá um companheiro de equipe forte: Christian Lundgaard deixou a McLaren para se juntar ao time de Chip Ganassi, conforme apurou o GRANDE PRÊMIO. Além disso, a temporada também tem alguns fatores a serem observados, como a chegada do próprio neozelandês à equipe papaia. Com isso em mente, o GRANDE PREMIUM preparou uma lista com dez pilotos para ficar de olho na Indy 2027. Confira:

1. Álex Palou

Falar de Palou é quase como chover no molhado. Mais completo e mais favorito do que nunca, o espanhol não dá um indício sequer de uma queda de desempenho — pelo contrário — e segue em busca de mais um título na Indy. O sexto caneco o colocaria ao lado de Dixon na condição de segundo maior campeão da história da categoria, ficando atrás somente de A.J. Foyt, que tem sete conquistas.

2. Christian Lundgaard

Um dos destaques da temporada 2026, Lundgaard superou até mesmo Palou e foi o piloto que mais pontuou nos circuitos mistos permanentes. Além disso, apresentou evolução nos ovais e conquistou o terceiro lugar no GP de Milwaukee 2, o primeiro pódio neste tipo de circuito. Com o mesmo equipamento do espanhol na Ganassi, o dinamarquês deve tornar a vida do #10 mais difícil.

Christian Lundgaard pode complicar vida de Álex Palou na Ganassi em 2027 (Foto: IndyCar)

3. Kyle Kirkwood

Vice-campeão em 2026, Kyle Kirkwood até ensaiou uma ameaça a Palou no início do ano, mas perdeu fôlego no decorrer das etapas. No entanto, voltou a crescer na fase final do campeonato e garantiu o segundo lugar na classificação geral, superando Pato O’Ward, Lundgaard e David Malukas. Embora o pentacampeão esteja um patamar acima do restante do grid, o piloto do #27 tem tudo para seguir crescendo na categoria e, quem sabe, brigar pelo título na próxima temporada.

4. David Malukas

O cenário para David Malukas seria completamente diferente caso não perdesse as 500 Milhas de Indianápolis por somente 0s023 para Rosenqvist. O estadunidense foi o mais consistente do trio da Penske — não à toa terminou à frente de Scott McLaughlin e Josef Newgarden —, mas acumulou erros decisivos ao longo do primeiro ano defendendo a equipe, terminando 2026 sem conquistar uma vitória sequer. Como o #3 dominou em Laguna Seca, a pressão sobre o #12 aumentou para a intertemporada. No entanto, o talento e a velocidade estão lá. Uma vez que o primeiro triunfo vier, Malukas tem tudo para deslanchar em 2027.

5. Scott Dixon

Responsável pela transferência mais bombástica em 2026, Dixon deixa a Ganassi após 25 temporadas para se juntar à McLaren. Apesar de ser um dos nomes mais vitoriosos da categoria, o desempenho neste ano foi um dos piores da carreira, o que levanta a dúvida: o hexacampeão vai conseguir voltar aos dias de glória pela equipe papaia? Ou será que a idade realmente chegou e o neozelandês fará apenas figuração no time chefiado por Tony Kanaan?

Scott Dixon deixa Ganassi em baixa e levanta questionamentos sobre desempenho na McLaren (Foto: IndyCar)

6. Rinus VeeKay

Mesmo com a limitação de equipamento da Juncos Hollinger, Rinus VeeKay acumulou diversos resultados positivos — incluindo um pódio no GP de Milwaukee 1 —, que o fizeram terminar na décima colocação no campeonato, a melhor posição da história da equipe. Com a renovação encaminhada, o neerlandês pode surpreender em 2027 e, quem sabe, conquistar até uma vitória.

7. Caio Collet

Após defender a Foyt na temporada 2026, Caio Collet ainda não teve o futuro definido na Indy, mas segue negociando com a Juncos Hollinger e a Dale Coyne. Embora tenha cometido erros de principiante, o brasileiro demonstrou muita velocidade ao longo do ano — inclusive, foi o único novato a liderar voltas. Independentemente da equipe em 2027, Collet terá a experiência e a maturidade que não tinha quando debutou e a tendência é seguir evoluindo cada vez mais.

Caio Collet ainda não tem futuro definido na Indy (Foto: IndyCar)

8. Dennis Hauger

Campeão da Indy NXT em 2025, Dennis Hauger brilhou menos que Collet, só que foi mais consistente e merecidamente levou o prêmio de Novato do Ano da Indy 2026. Claro, houve alguns percalços pelo caminho, além da falta de resultados expressivos na segunda metade do ano. Porém, o norueguês, que ainda não sabe qual time vai defender, tem tudo para continuar crescendo e se consolidar de vez na categoria na próxima temporada.

9. Nikita Johnson

Nikita Johnson foi o único piloto da Indy NXT 2026 a terminar todas as corridas no top-10, com um oitavo lugar na etapa de Portland como pior resultado. Com somente 18 anos, fez uma campanha ao estilo Palou de regularidade e venceu o título da categoria em cima de Enzo Fittipaldi. O estadunidense já provou que merece uma vaga na Indy 2027 — e não faria feio, apesar da pouca idade.

Nikita Johnson superou Enzo Fittipaldi pelo título da Indy NXT 2026 (Foto: IndyCar)

10. Josh Pierson

O caso de Josh Pierson é peculiar: apesar de ser um piloto com resultados modestos na Indy NXT, o estadunidense tinha praticamente certa uma vaga na Foyt, já que apresentou nada menos que US$ 25 milhões (cerca de R$ 130 milhões) por dois anos de contrato. No entanto, pouco depois, a Indy estabeleceu novos critérios de elegibilidade e tornou mais rigoroso o processo de entrada na categoria para estreantes a partir de 2027, o que impactou o norte-americano diretamente. Além disso, a organização só concederá o status de “Competitivamente Qualificado” aos três primeiros colocados do campeonato ou a quem conquistar duas vitórias em um período de 24 meses na Indy NXT. Diante desse retrospecto, Pierson não atenderia aos critérios automáticos de acesso. Ainda assim, parte das exigências seguirá sujeita à avaliação da organização. A Indy também não se pronunciou sobre uma possível participação nas 500 Milhas de Indianápolis.