Diretor técnico da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Vincent Gaillardot detalhou as diferenças entre os dois kits aerodinâmicos que serão utilizados pela Fórmula E a partir da introdução da Gen4. O dirigente explicou que os conjuntos possuem focos diferentes: um em desempenho, que será usado em classificações, e outro na eficiência da bateria. Além disso, explicou que o uso nas corridas será definido com base na duração de cada prova.

A partir da era Gen4, a Fórmula E passará a contar com duas configurações distintas de carroceria: uma de baixo arrasto, voltada à eficiência energética, e outra com maior carga aerodinâmica, desenvolvida para maximizar desempenho em voltas rápidas.

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As diferenças entre os dois pacotes envolvem alterações na asa dianteira — como ângulo dos flaps e ajustes no fluxo de ar — e também na traseira, onde o conjunto de maior carga utiliza uma configuração que eleva a asa e a deixa mais livre para interação com o ar.

Segundo Gaillardot, o kit de maior downforce passou por uma evolução significativa durante o desenvolvimento, após a FIA decidir priorizar desempenho como um dos pilares do projeto.

Carro Gen4 estreia na temporada 2026/27 (Foto: Fórmula E)

“Performance é o primeiro pilar. Buscamos o maior nível possível e, após os testes iniciais, entendemos que poderíamos ir além. Pedimos, então, à Spark e Dallara um novo avanço em termos de carga aerodinâmica”, explicou ao portal FormulaE Notebook.

“Estamos falando de um aumento de mais de 30% no arrasto em comparação com o kit de baixa carga. É um conjunto totalmente focado em performance, visando o melhor tempo de volta possível”, destacou.

Além das mudanças técnicas, Gaillardot explicou que a utilização de cada kit ainda está sendo definida pela FIA, já que o formato dos eventos para a era Gen4 segue em discussão. A tendência, no entanto, já está clara.

“O kit de baixa carga será utilizado nas corridas mais longas, isso é certo. Para classificação, teremos o pacote de alta carga, e também estamos avaliando o uso em corridas sprint”, afirmou.

Carro Gen4 está em fase de testes pelas montadoras (Foto: Porsche)

A FIA também estuda ajustes no formato dos treinos livres. Segundo o dirigente, a entidade considera a possibilidade de liberar o uso total de potência (600 kW) apenas nos minutos finais das sessões — atualmente, as equipes são livres para desenhar a melhor estratégia —, o que poderia influenciar diretamente na escolha do pacote aerodinâmico.

“O que vamos controlar é o nível de potência. A carga aerodinâmica será uma consequência disso. É assim que estamos desenhando o formato dos eventos, mas ainda não está totalmente definido”, concluiu.

A Fórmula E viaja a Berlim para uma rodada dupla entre os dias 1º e 3 de maio. A disputa, mais uma vez, acontece no Aeroporto de Tempelhof, em um traçado já tradicional da categoria. O GRANDE PRÊMIO transmite todas as atividades de pista da temporada AO VIVO e COM IMAGENS na GPTV.

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