A chegada da era Gen4 vem empolgando não apenas os fãs da Fórmula E, mas principalmente quem trabalha no paddock e acelera nas pistas. Felipe Drugovich engrossou o coro dos entusiastas do novo regulamento técnico da categoria elétrica e classificou o monoposto recém-nascido como um salto fundamental para o futuro do campeonato, além de destacar as mudanças no formato esportivo e os novos circuitos como fatores para catapultar a popularidade junto aos fãs.
Os carros Gen4, que estreiam na temporada 2026/27, representam um grande salto de desempenho em relação aos Gen3 Evo. Com até 600 kW de potência no Modo Ataque, maior aceleração e geração de pressão aerodinâmica, o novo modelo pode ser até 10s mais rápido classificações e 5s em ritmo de corrida.
Envolvido nos bastidores e acompanhando de perto o desenvolvimento dos bólidos, Drugovich destacou que o projeto atendeu a um pedido antigo do paddock. Segundo ele, mecânicos, engenheiros e os próprios competidores ansiavam por um equipamento mais refinado e instigante.
“O Gen4 é um passo à frente gigantesco para a Fórmula E, algo que realmente a categoria precisava. Todo mundo está muito contente com os testes de desenvolvimento. As equipes queriam algo que fosse mais legal de trabalhar, os pilotos nem se fala. Estou muito contente, todo mundo está super feliz com isso“, contou no podcast Boteco F1.
Além dos carros Gen4, a Fórmula E estreia um novo formato esportivo na próxima edição. A partir de 2026/27, as rodadas duplas terão dois modelos de corrida distintas: uma sprint, batizada de eP Unleashed, que será focada na performance máxima dos novos modelos, que serão equipados com um kit de alto downforce; e a prova tradicional, com foco na gestão de energia e estratégia. Além disso, a classificação agora distribuirá mais pontos, a cada fase dos tradicionais duelos.
Com a expansão para 21 corridas e a necessidade de traçados maiores para acomodar e extrair todo o potencial dos modelos, o calendário também traz algumas novidades. Os ePs de Zandvoort e de Austin, no Circuito das Américas, estreiam na categoria, enquanto o tradicional autódromo de Brands Hatch virou a nova casa do eP de Londres. Para Drugovich, todas essas mudanças vão contribuir para o aumento da popularidade da Fórmula E.

“Acredito que o público vai gostar muito, estou confiante que a Fórmula E vai crescer demais. Não só pela mudança do carro, mas por todas as novidades. O modo como a categoria vai operar, a gente indo correr em circuitos maiores, vai ser também um tipo de corrida mais legal de assistir”, projetou.
Drugovich foi confirmado pela Andretti e segue fazendo dupla com Jake Dennis na temporada 2026/27. Apesar da manutenção dos pilotos, a esquadra estadunidense passa por um grande momento de transição: após competir com trens de força Porsche na era Gen3, passa a utilizar equipamentos da Nissan no próximo ciclo técnico.
A temporada 2026/27 da Fórmula E está programada para começar entre os dias 18 e 19 de dezembro com a rodada dupla em Jedá, na Arábia Saudita.