A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) está realizando e acompanhando uma série de testes com protótipos movidos a hidrogênio líquido visando a introdução de uma nova classe no Mundial de Endurance (WEC) em 2030. Depois do anúncio desse plano durante as 24 Horas de Le Mans, em junho, a entidade máxima do esporte a motor agora revelou que os primeiros experimentos já estão sendo realizados.
Além de convergir as plataformas LMH e LMDh dentro da classe Hipercarro para a temporada 2030, o WEC e a FIA também já esboçaram as primeiras diretrizes da futura classe movida a hidrogênio. A iniciativa também prevê medidas para equilibrar as performances dos carros híbridos e dos movidos a combustível alternativo.
De momento, mesmo que ainda distante da implementação, a FIA já está acompanhando testes extensivos com tanques de combustível de hidrogênio. Segundo Marek Nawarecki, diretor sênior de esportes de circuito, a entidade já está avaliando “todos os aspectos de segurança da nova tecnologia”.
“Obviamente, como acontece com qualquer nova tecnologia que queremos introduzir em nível de competição, há muitos desafios que precisamos superar, então temos de avançar passo a passo. Agora estamos em uma fase muito importante, na etapa em que avaliamos todos os aspectos de segurança da nova tecnologia”, explicou Nawarecki.
“Escolhemos a base e agora começamos a estudar a implementação. Estamos realizando uma série de testes com tanques de combustível de hidrogênio submetidos a diferentes tipos de esforços para analisar os efeitos e definir com mais precisão quais medidas de segurança precisamos aplicar ao tanque de hidrogênio líquido e à unidade de potência para garantir que nada seja deixado de lado nas próximas etapas”, seguiu.
“O próximo passo será o trabalho que precisamos fazer nos regulamentos técnicos específicos e, depois, chegaremos à implementação desses padrões no modelo físico do carro”, completou Nawarecki.

O dirigente também ressaltou a importância do uso da nova tecnologia visando a indústria automotiva e a produção de carros de rua. Por isso, disse já estar trabalhando com alguns fabricantes e buscando parcerias para o futuro.
“A tecnologia do hidrogênio no automobilismo também faz parte da utilização do hidrogênio na indústria automotiva. Não temos outra escolha a não ser trabalhar com a indústria nesse sentido. Os parceiros são os fabricantes, eles fazem parte dessa jornada, e sabemos que muitos têm interesse nessa tecnologia — alguns já começaram a trabalhar nisso, mas não todos”, encerrou.
Após as 6 Horas de São Paulo, vencidas pelo BMW #15 de Magnussen, Marciello e Vanthoor, o WEC retorna apenas no dia 6 de setembro com a Lone Star Le Mans, no Circuito das Américas, em Austin, nos Estados Unidos.