A Ford demorou mais em comparação com a McLaren, mas enfim colocou o hipercarro da marca na pista para os primeiros testes antes de estrear na classe rainha do Mundial de Endurance (WEC) em 2027. Bastante confiante no projeto do protótipo LMDh, Dan Sayers, chefe do programa de hipercarro da Ford, exaltou o trabalho feito até o momento e detalhou o principal desafio encontrado no caminho.
Depois de realizar um shakedown no começo de agosto, o protótipo LMDh agora já participou das primeiras baterias de testes nesta semana visando a estreia na classe rainha do Mundial de Endurance (WEC) na temporada 2027.
O primeiro teste do hipercarro, que ainda não foi nomeado pela Ford, foi conduzido por Matt Campbell e Logan Sargeant, ambos já confirmados para a escalação da equipe na temporada que vem. Tom Blomqvist, que compete pela Acura na despedida da marca do IMSA SportsCar, também deve participar das atividades em Paul Ricard mais para o final da semana.
Antes do início dos testes em pista, Sayers comentou o desenvolvimento do protótipo e o trabalho feito nas diversas frentes do projeto para tirar o hipercarro do WEC do papel até 2027. Para o dirigente, o mais importante foi sincronizar e unir todos os esforços em prol do programa do endurance.
“Temos a Oreca no sul da França, uma base no Reino Unido e duas bases nos Estados Unidos. Então, o desafio é garantir que todos estejam alinhados, trabalhando nas coisas certas, com funções e responsabilidades bem definidas e sem que ninguém faça o trabalho do outro”, explicou Sayers.
“Isso significa que consigo trabalhar mais e por mais tempo em um dia, porque posso acordar, cuidar da parte do Reino Unido e depois trabalhar na parte dos Estados Unidos. É um desafio, mas todos têm clareza sobre as funções — o trem de força e os sistemas de controle estão nos Estados Unidos, então tudo é bem definido e, na verdade, neste momento, o trabalho está fluindo muito bem”, seguiu.

Além disso, Sayers também explicou a importância de ter a marca norte-americana envolvida em todas as etapas do projeto e trabalhando de perto junto da Oreca para agregar ainda mais conhecimento, inclusive de tecnologias para os carros de rua.
“É realmente importante ter os engenheiros da Ford envolvidos no programa, porque eles têm a oportunidade de acompanhar e aprender muita coisa. Há um enorme aprendizado proporcionado pelos sistemas de controle híbrido que pode ser levado para outros programas ou para os veículos de rua. Portanto, é uma decisão muito consciente aumentar cada vez mais o trabalho realizado internamente”, encerrou.
Após as 6 Horas de São Paulo, vencidas pelo BMW #15 de Magnussen, Marciello e Vanthoor, o WEC retorna apenas no dia 6 de setembro com a Lone Star Le Mans, no Circuito das Américas, em Austin, nos Estados Unidos.