FIA abre investigação sobre segurança de asa Macarena de Red Bull e Ferrari
Segundo o portal The Race, a FIA já conversa com os diretores-técnicos de Red Bull e Ferrari a respeito da segurança da asa Macarena, que apresentou falhas recentes com o time austríaco. Entidade pode proibir o mecanismo se considerar que não são seguros o suficiente
A batida de Max Verstappen no GP da Inglaterra do último fim de semana acendeu o sinal de alerta na Federação Internacional de Automobilismo (FIA), que já conversa com Red Bull e Ferrari sobre a segurança da asa traseira ‘Macarena’. A entidade pode adotar medidas de segurança ou até mesmo proibir o mecanismo caso as equipes não a convençam de que acidentes como o do neerlandês voltem a se repetir.
A informação é do portal The Race. Segundo a publicação, a FIA monitora de perto a situação da asa traseira tanto da Red Bull quanto da Ferrari por questões de segurança. O órgão regulador do esporte conversa com os diretores-técnicos de ambos os times para uma melhor avaliação dos projetos e tomar uma decisão caso seja necessário.
As reuniões sobre segurança vão determinar se a federação está convencida de que as equipes podem garantir que não haverá repetição dos problemas com a asa traseira no futuro, ou se precisará intervir e tomar medidas. A entidade poderia, teoricamente, exigir que os times adotassem medidas de segurança adicionais para garantir que as asas não falhem — o que poderia ser feito por meio de ajustes mecânicos ou da modificação do comportamento dos pilotos na entrada nas curvas.
Existe ainda uma medida mais drástica que pode ser tomada: a FIA pode chegar à conclusão de que os problemas recentes podem ser suficentes para para proibir a asa Macarena. Considerando que outras equipes já trabalham para ter um mecanismo similar, como a McLaren, a tendência de que o uso do equipamento se torne ainda mais comum — o que dá mais sentido a uma eventual proibição.

Tanto a Ferrari quanto a Red Bull tiveram os projetos aprovados pela FIA antes e, quase certamente, tiveram que provar desde o início que não havia riscos à segurança. As últimas discussões analisarão o comportamento das asas, que devem alternar entre o Modo Reta, quando abertas, e o Modo Curva, quando fechadas, em até 0s4.
O apelido Macarena nasceu com a Ferrari, que apresentou a asa traseira com rotação no flap superior durante o acionamento da aerodinâmica ativa ainda na pré-temporada. A Red Bull, no entanto, também desenvolvia conceito semelhante capaz de proporcionar uma abertura ainda maior, que estreou na temporada 2026 no GP de Miami.
Apesar do ganho de desempenho ainda que distante de Mercedes e da equipe italiana, o time taurino já teve uma falha na asa traseira na classificação do GP da Áustria, que também ocasionou a batida de Verstappen.
Em Silverstone, a história se repetiu no instante em que Max vislumbrava a chance de brigar pelo pódio, só que foi mais preocupante por ter acontecido em uma pista de altíssima velocidade. Depois da corrida, o neerlandês reconheceu que “teve sorte” nas duas ocasiões por não ter se machucado, sem esconder a irritação.
Laurent Mekies, chefe da Red Bull, prometeu investigar o problema e cogitou deixar de usar a asa Macarena já na próxima etapa, na Bélgica. Por outro lado, a Ferrari não apresentou nenhum problema grave desde que adotou o mecanismo em definitivo.
A Fórmula 1 volta de 17 a 19 de julho no GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps, décimo da temporada 2026.
Por que a FIA está investigando as asas de Red Bull e Ferrari?
A FIA abriu conversas com os diretores-técnicos após as falhas recentes apresentadas no carro da Red Bull, culminando na batida de Max Verstappen no GP da Inglaterra. A entidade monitora a segurança do conceito aerodinâmico.
O que é a asa traseira Macarena na F1?
É uma asa traseira com rotação no flap superior para acionamento da aerodinâmica ativa. O mecanismo deve alternar entre o Modo Reta (aberta) e o Modo Curva (fechada) em até 0s4. O apelido nasceu com a Ferrari na pré-temporada.
A FIA pode proibir a asa Macarena na temporada 2026?
Sim. Caso as equipes não convençam a federação de que os acidentes não vão se repetir, a FIA pode exigir ajustes mecânicos, modificação de comportamento dos pilotos ou adotar a medida drástica de proibir totalmente o mecanismo.
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