A Ferrari teve uma classificação menos inspirada do que imaginava após os primeiros treinos. Neste sábado (5), em Monza, Lewis Hamilton virou o quinto tempo e vai largar na quarta colocação graças a uma punição posterior a Oscar Piastri. A avaliação do heptacampeão foi que as coisas podiam ser um pouco diferentes caso a abordagem fosse outra sobretudo nas duas partes finais.
Se na sexta-feira a ideia era ter a Ferrari imediatamente atrás da Mercedes em ritmo de classificação, o sábado pôs uma Alpine na frente e, ao menos na pista, uma das McLaren na frente das Ferrari.
“Foi definitivamente muito difícil. O carro estava muito bom no treino livre e não mudamos nada para a classificação, então eu me senti bem no Q1, que foi sólido. Sentamos e esperamos, depois demais para sair no pit-lane para a primeira volta do Q2. Não tínhamos o ritmo”, afirmou em entrevista à emissora inglesa de TV Sky Sports.
“Não tenho certeza se foi a pressão dos pneus, a temperatura o que aconteceu, mas temos de analisar a execução do Q3, que foi muito ruim. Acabei no meio do nada, com ninguém perto. Quando você está seguindo outro carro e freia, chega muitos quilômetros mais rápido [que quando está sozinho] na curva, então a distância de frenagem se ajusta. Então, assim, é tudo uma questão de ritmo, e eu saí do ritmo no Q3. A segunda volta não foi terrível, mas as referências estavam todas diferentes. Não conseguimos otimizar”, continuou.
“Temos um carro realmente bom. O motor da Mercedes ainda está à frente, mas creio que fizemos um bom trabalho para chegar tão próximo quanto estamos, mas no fim das contas eles ainda ganham vários décimos nas retas. Temos que fazer o melhor que pudemos”, avaliou.

“Esperamos por pistas que não dependam tanto da potência, mas sou muito grato pelo trabalho do pessoal da fábrica. A atualização com a qual eu vim para cá é realmente relevante. Essa é a situação na qual estamos”, encerrou Hamilton.
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