Liam Lawson reconheceu que enfrentou dificuldades para se adaptar ao carro da Red Bull durante o GP dos Países Baixos, mas avaliou que conseguiu extrair o máximo possível do equipamento em Zandvoort. O neozelandês terminou a corrida em sétimo e afirmou que a equipe não tinha ritmo para acompanhar os carros da frente.
Lawson voltou à Red Bull neste fim de semana para substituir Isack Hadjar, que ficou fora da etapa por causa de uma lesão no pulso. Depois de pouco tempo para se adaptar ao RB22, terminou a classificação sprint em 11º e cruzou a linha de chegada na mesma posição.
Na segunda tomada de tempos, avançou ao Q3 e ficou em oitavo. Na corrida deste domingo (23), herdou a posição de Max Verstappen, que bateu ainda na primeira volta, e recebeu a bandeira quadriculada em sétimo. Após a prova, reconheceu que a Red Bull tinha limitações de desempenho em relação aos carros da frente — cenário que já havia ficado evidente na véspera.
“No geral, foi um bom fim de semana, conseguimos extrair tudo desde a classificação de ontem. Foi difícil tentar entender este carro em um espaço tão curto de tempo, mas gostei. Tenho certeza de que há coisas que poderia fazer melhor na corrida e vou tentar refletir sobre isso. Mas, em termos de posições, não tínhamos velocidade para acompanhar os caras da frente. Já sabíamos disso desde ontem”, avaliou.
O principal desafio de Lawson foi justamente a adaptação ao RB22. Segundo o neozelandês, cada piloto desenvolve preferências específicas para deixar o carro mais confortável ao volante. Ao trocar de equipe de forma repentina, admitiu que não foi possível ajustar todos esses aspectos.
“O carro é completamente diferente aerodinamicamente, também há sempre coisas que nós, pilotos, tentamos fazer para deixar nossos carros confortáveis para nós. Há algumas coisas que, quando você troca por um fim de semana, não consegue simplesmente mudar automaticamente”, explicou.

“Então, há coisas neste carro que não são iguais às do meu em termos de conforto, e precisei entender isso sem entrar em muitos detalhes. Provavelmente, essa foi a parte mais desafiadora”, acrescentou.
Lawson também contou como foram as primeiras voltas do GP dos Países Baixos, especialmente o momento em que acompanhava Verstappen de perto quando o neerlandês perdeu o controle e bateu na última curva.
“Foi simplesmente impossível. A primeira metade da pista estava seca e as duas últimas curvas estavam completamente molhadas. É muito fácil acontecer aquilo quando você tem toda essa potência e está com pneus slicks”, relatou.
“Simplesmente tirei o pé, porque, honestamente, não tinha confiança para saber quanta aderência teria ali. Acho que Max provavelmente estava tentando se aproximar e fazer uma ultrapassagem e acabou perdendo o carro”, completou.
A Fórmula 1 volta de 4 a 6 de setembro em Monza, palco do GP da Itália, 13ª etapa da temporada 2026.