A McLaren está satisfeita com o ritmo implementado por Lando Norris neste domingo (19) no GP da Bélgica. O atual campeão largou da 13ª colocação graças a punição e terminou em sétimo, chegando a liderar a prova.
Em coletiva da equipe com questionamentos do GRANDE PRÊMIO, Andrea Stella acredita que o pódio com o carro #1 teria sido bem possível. “Estamos muito animados com a performance que ele conseguiu demonstrar hoje. Acredito que, largando da posição natural – o 3º lugar – o carro mostrou ser rápido e tinha ritmo para disputar o top-3”, analisou.
Stella também falou sobre o incidente envolvendo Oscar Piastri e Charles Leclerc. Ambos se tocaram em disputa por posição e o australiano levou a pior. A direção de prova não puniu o monegasco da Ferrari, porém, o chefão da equipe procurou não polemizar sobre a decisão.
“Preciso analisar isso pois, na verdade, ainda não examinei o caso pessoalmente. Tenho de rever quais elementos foram levados em conta pelos comissários e se o fator determinante aqui é a posição relativa entre o eixo dianteiro do carro do Oscar e o carro do Leclerc”, disse.

“De qualquer forma, quando os carros permanecem lado a lado por tanto tempo, devemos garantir que o que não está na trajetória ideal — por estar defendendo a linha interna — deixe espaço suficiente, afinal, se houver um contato descontrolado, o acidente pode ser muito grave. Portanto, acredito que há lições a serem tiradas deste caso”.
Stella aponta que a corrida de Piastri foi afetada por conta desse dano na pressão aerodinâmica, o que exigiu mais dos pneus do que os adversários no primeiro stint.
Ainda assim, o dirigente papaia gostou do quinto lugar e dos pontos conquistados pelo piloto. “Considero bastante animador o desempenho dele, acho que ele aprendeu bastante ao longo do fim de semana e manteve o mesmo ritmo que Lando, não fosse pelo dano”, completou.

Por fim, Stella foi questionado se valeu à pena ter mantido Norris na pista a partir do acionamento do safety-car virtual e, em sua análise, a estratégia ousada seria uma decisão de vida ou morte, considerando a performance do piloto com os pneus médios.
“Olhando para trás, acho que deveríamos ter tentado. Se tivéssemos permanecido na pista e ocorresse um carro de segurança, a estratégia teria funcionado muito bem, Lando economizaria tempo da parada e voltado com pneus novos enquanto os outros estariam com compostos usados. Teria sido excelente, mas não foi o que aconteceu e, no fim das contas, provavelmente teria sido melhor parar”, apontou.
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