Diferentemente de algumas rivais, Andrea Stella garantiu que a McLaren não está tão preocupada assim com a questão do teto orçamentário na temporada 2026 da Fórmula 1. No entanto, mesmo que tenha apontado que a equipe possui “condições confortáveis de investir no desenvolvimento” do MCL40, explicou que há outros fatores que entram em jogo, como o tempo em túnel de vento, por exemplo, já pensando no carro de 2027.

Com metade do ano ficando para trás e muitas atualizações feitas, as equipes aos poucos começam a virar o foco para o próximo campeonato. A escuderia papaia apresentou poucas melhorias significativas nas primeiras etapas, muito por causa das questões de confiabilidade e também das dificuldades para extrair a máxima performance da unidade de potência da Mercedes, principais pontos de atenção. No entanto, para o GP da Hungria do último domingo (26), testou a própria asa Macarena e introduziu um novo assoalho, visto como crucial para a vitória de Lando Norris em Budapeste.

Se times como Red Bull, por exemplo, já estão de olho em 2027, como Laurent Mekies revelou, será que não está na hora de a McLaren fazer o mesmo? Bem, se dependesse somente da margem financeira disponível para isso, o carro atual ainda tem um caminho considerável de desenvolvimento pela frente, mas a questão vai muito além, como Stella detalhou em entrevista ao portal neerlandês GPblog.

“Na nossa abordagem ao teto orçamentário, sabíamos que 2026 não seria tanto sobre o ponto de partida, mas, sim, sobre a corrida para desenvolver o carro ao longo da temporada. Por isso, quisemos deixar uma margem suficiente na nossa projeção de orçamento para garantir que teríamos condições de investir em atualizações do carro”, começou.

“Assim, independentemente da verba adicional permitida pelas mudanças no regulamento das unidades de potência para 2027, já estávamos em uma posição confortável para investir no desenvolvimento do MCL40. A margem de orçamento disponível para o próximo ano pode ser utilizada, mas, obviamente, é preciso ter cuidado para não comprometer os recursos que serão necessários para as modificações que terão de ser implementadas”, pontuou.

“Se você quiser concentrar seus esforços nesta temporada, isso certamente é algo que pode ser antecipado e aproveitado. Mas acredito que, em determinado momento, tudo também passa a depender de qual temporada é a prioridade. Porque o orçamento não é a única limitação”, seguiu.

Andrea Stella o plano de desenvolvimento da McLaren na F1 (Foto: McLaren)

“Há também restrições do ponto de vista do desenvolvimento: qual carro você coloca no túnel de vento, o do próximo ano ou o deste ano? Parte dessa resposta depende de para onde você está direcionando o foco: para esta temporada ou inteiramente para a próxima”, encerrou o chefe da McLaren.

A Fórmula 1 está de férias. A categoria retoma as atividades da temporada 2026 de 21 a 23 de agosto, com o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.

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