James Allison, diretor-técnico da Mercedes, expôs toda a frustração com a falta de confiabilidade enfrentada pela equipe durante as 11 primeiras etapas da temporada 2026 da Fórmula 1. De olho nas corridas que ainda restam, o dirigente alertou que novas falhas terão um impacto ainda maior na briga pelo título contra as rivais, que seguem evoluindo em questão de performance.

É verdade que a vantagem de Andrea Kimi Antonelli na liderança do Mundial de Pilotos poderia ser ainda maior sem os infortúnios encarados pelo jovem italiano nos GPs de Barcelona-Catalunha e da Inglaterra, que lhe custaram o segundo lugar e uma possível vitória contra Charles Leclerc, respectivamente. Por outro lado, George Russell teve ainda mais azar, com abandonos no Canadá e na Bélgica, por exemplo, causados por problemas na bateria e déficit de potência.

Só que a questão não afeta apenas os competidores, claro. Líder do campeonato de Construtores desde a primeira etapa, na Austrália, a Mercedes, que acumula 379 pontos até aqui, viu a Ferrari se aproximar nas últimas semanas, com a diferença entre as duas agora em 72 tentos.

“Pode soar um pouco mesquinho, mas provavelmente não estou tão satisfeito quanto gostaria de estar. Se alguém tivesse nos oferecido essa posição antes do início da temporada, eu teria aceitado imediatamente. Mas, considerando a competitividade do carro que tivemos este ano, deveríamos ter marcado mais pontos do que marcamos”, começou Allison no Nu Silver Arrows Radio Show, podcast produzido pela própria equipe.

“Há um certo grau de frustração com isso em toda a equipe. Ao mesmo tempo, significa que estamos ansiosos pela segunda metade da temporada e pela oportunidade de corrigir algumas dessas oportunidades perdidas”, acrescentou.

Toto Wolff também tocou no assunto recentemente e calculou uma perda “de 70 a 80 pontos” da Mercedes em 2026 devido aos problemas de confiabilidade. Desta forma, o objetivo agora é que as atualizações preparadas para a segunda metade da temporada coloquem um ponto final nessa agonia, tanto no lado do chassi quanto da unidade de potência.

James Allison falou da frustração com falta de confiabilidade da Mercedes (Foto: Mercedes)

“Coletivamente, queremos garantir que levemos todas essas oportunidades de atualização para a pista de maneira tranquila, limpa e eficiente. Tão importante quanto, e na verdade talvez até mais, é garantir que a segunda metade da temporada não seja prejudicada por problemas de confiabilidade e por uma espécie de erros autoinfligidos que foram frequentes demais na primeira metade do ano”, pontuou.

“Porque, na verdade, isso vai ser um fator muito mais importante. Se você tiver uma temporada de atualizações realmente boa, isso pode fazer a pontuação variar em uma direção ou outra em 10, 15 pontos, talvez 20, dependendo da sua estimativa. Mas um abandono faz isso de uma só vez. Então nosso foco será tentar garantir que realmente coloquemos a casa em ordem na segunda metade do ano”, encerrou Allison.

A Fórmula 1 volta neste final de semana, de 21 a 23 de agosto, no GP dos Países Baixos, 12º da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades em Zandvoort AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificações e corridas em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV. Além da cobertura completa, o GRANDE PRÊMIO estará in loco com o repórter Leonid Kliuev.

GP dos Países Baixos de F1: veja os horários em Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:

Horários no Brasil*

Horários em Cabo Verde

Horários em Portugal e Angola

Horários em Moçambique