Chefe da Mercedes, Toto Wolff quer tentar proteger Andrea Kimi Antonelli dos holofotes da Fórmula 1. O dirigente austríaco explicou que a pressão da categoria é “enorme”, e que isso quase chegou a “paralisar” o italiano na temporada passada, que marcou o debute do piloto. Por isso, tenta cessar as comparações, especialmente com campeões mundiais como Ayrton Senna.
Antonelli chegou à F1 em 2025, com apenas 18 anos, substituindo o heptacampeão Lewis Hamilton na Mercedes. Dadas as circunstâncias, não era de se surpreender que a atenção da mídia se voltasse ao jovem piloto. Agora, com o italiano liderando o Mundial de Pilotos, Wolff segue tentando protegê-lo.
“Ele tinha 18 anos e foi jogado nesse monstro chamado F1, sob a lupa de todos, em uma equipe capaz de vencer corridas, a pressão é enorme. Era quase como um jovem paralisado em frente aos holofotes, descobrindo do que se tratava tudo isso. E então veio a avalanche de interesse e pedidos quando voltamos à Europa, foi simplesmente muita coisa. Agora, voltar é totalmente diferente, sabendo como o sistema funciona, o que exige de você, o que precisa para ter a melhor performance”, declarou Wolff em coletiva de imprensa em Barcelona.
Uma das comparações da imprensa que tem incomodado o dirigente é com o brasileiro tricampeão mundial Ayrton Senna. Antonelli corre na F1 com o #12, que marcou a primeira taça conquistada pelo lendário piloto, em 1988, e que ajudou a impulsionar as semelhanças.
“Estamos tentando protegê-lo da mídia e das atividades de marketing da melhor maneira possível. Sempre enfatizamos aos nossos amigos da imprensa italiana também que, por favor, não façam comparações com Ayrton Senna ou com ‘Il Fenomeno’. Acho que a Gazzetta publicou que ele venceu cinco corridas seguidas, o que é inacreditável para um jovem, mas ainda não ganhamos um campeonato, e ele tem 19 anos”, acrescentou.

Por fim, Wolff avaliou que Antonelli sempre teve talento, por mais que não tenha estado frequentemente nas primeiras posições na temporada passada. Depois, explicou que “só era necessário esperar momento certo” entre erros e acertos do italiano.
“É só uma explicação de experiência que eu daria. O talento sempre esteve lá. Dava para ver ao longo dos anos no kart, nas fórmulas juniores, que ele era extraordinário. Por isso, só precisávamos esperar o momento certo. Disse muitas vezes no ano passado que veríamos momentos brilhantes e momentos em que arrancaríamos os cabelos por causa dos erros, e foi exatamente assim que aconteceu”, completou.
Antonelli lidera o Mundial de Pilotos, com 156 pontos, 41 a mais que o segundo colocado, Lewis Hamilton. A Mercedes também ocupa a ponta do Mundial de Construtores, com 262 tentos.
A Fórmula 1 volta de 26 a 28 de junho no GP da Áustria, oitavo da temporada 2026, no Red Bull Ring.
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