Em mais um fim de semana discreto na temporada 2026 da Fórmula 1, Oscar Piastri analisou o ritmo da McLaren no GP da Espanha deste domingo (13) e lamentou os danos sofridos na asa dianteira logo na largada. Em entrevista acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO, o australiano também afirmou que a pista em Madri precisa ser modificada em alguns pontos, principalmente para permitir mais ultrapassagens.
Ao largar da sétima posição, o dono do #81 foi fechado por George Russell na aproximação da curva 1 e recebeu um toque do britânico, danificando a endplate da asa do MCL40. Como resultado, perdeu três posições e despencou para o décimo lugar. Embora tenha apostado em uma estratégia com os pneus duros para avançar pelo pelotão, a falta de incidentes ao longo das 57 voltas o fez ter de se contentar com o oitavo lugar na bandeira quadriculada, atrás até mesmo da Alpine de Franco Colapinto.
“Foi simplesmente uma tarde difícil desde o início. A partir dali, o restante da corrida ficou bastante comprometido, obviamente, por causa de alguns danos e, principalmente, da posição de pista. Então, isso tornou as coisas muito, muito complicadas”, começou Piastri. “O ritmo com pista livre usando os pneus duros era muito bom, para ser sincero. Mas estávamos tentando recuperar a perda de tempo causada pelo safety-car virtual em relação aos caras que pararam nos boxes”, seguiu.
“Então, quando cheguei ao carro do [Liam] Lawson, fiquei meio preso novamente. Foi doloroso. E, quando paramos para colocar os pneus médios, saímos dos boxes em um trem de quatro carros. Então, não foi nada bom. E o pneu médio era simplesmente péssimo. Foi bom literalmente por uma volta e, depois, ficou muito ruim. Então, temos muita coisa para tentar melhorar”, analisou.
Como já era esperado, o Madring entregou praticamente nenhuma emoção devido às características da pista, que não permitem qualquer tipo de ultrapassagem. Exatamente por isso, Piastri solicitou que seja feita uma avaliação pensando já nas próximas edições, principalmente em trechos como a chicane das curva 5 e 6, local onde os pilotos mais tentaram manobras ofensivas.
“A pista precisa de uma zona de ultrapassagem muito melhor. Naquela chicane, até mesmo as ultrapassagens que deram certo normalmente aconteceram porque alguém precisou cortar a pista e devolver a posição, em vez de realmente ultrapassar. Então, espero que possam fazer algumas mudanças, porque, no momento, acho que a única pista em que é mais difícil ultrapassar é Mônaco. Então, não é o ideal”, encerrou.

Agora, a Fórmula 1 faz uma pausa neste fim de semana e volta entre os dias 24 e 26 de setembro, com o GP do Azerbaijão, 15ª etapa da temporada.