A pole-position de George Russell no GP da Áustria deu o que falar pelo tempo de 1min06s113 ter sido feito sob bandeira amarela. Mas o regulamento elucida a razão para o giro ter sido considerado válido pelos comissários sem mesmo a necessidade de investigação.

A bandeira amarela aconteceu nas voltas finais do Q3, quanto Verstappen rodou sozinho e bateu na saída da curva 9. A direção de prova, ao contrário do imaginado, não acionou uma dupla bandeira amarela no trecho onde o neerlandês estava parado e optou por uma bandeira amarela simples.

O Regulamento Esportivo da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) detalha no artigo B1.8.4 a ação que o piloto deve ter ao volante caso haja um incidente. Se os fiscais de pista acionarem “bandeira amarela simples: o piloto deve reduzir a velocidade e estar preparado para mudar de direção”. O texto segue dizendo que os comissários entendem o cumprimento da regra se o piloto “tiver freado mais cedo e/ou reduzido a velocidade de forma perceptível no setor de sinalização correspondente”.

Já a dupla bandeira amarela obriga o piloto a “reduzir a velocidade significativamente e estar preparado para mudar de direção ou parar”. Ainda precisa “ficar claro que o piloto não tentou estabelecer tempo de volta relevante”, sendo que, em classificações, qualquer volta realizada sob dupla bandeira amarela é deletada.

A onboard de Russell corrobora a decisão dos comissários. Ele já está no final do setor 3 quando é avisado pelo engenheiro que Verstappen bateu e há sinalização de bandeira amarela. A luz à esquerda da imagem também aparece piscando luz amarela, porém muda para verde depois. George, então, desacelera e reporta que “perdeu muito tempo, cerca de 0s15” ao levantar o pé.

George Russell diminui a velocidade quando é informado da bandeira amarela (Vídeo: Reprodução/F1 TV)

A Ferrari chegou a comemorar a dobradinha, uma vez que era Charles Leclerc o primeiro colocado quando Verstappen bateu, mas Frédéric Vasseur reconheceu que não havia bandeira amarela dupla e nem possuía os dados de telemetria para ameaçar algum protesto.

Agora, uma explicação para Russell ter sido 0s2 melhor que Leclerc mesmo tirando o pé nas curvas finais pode ser dada pelo novo conjunto de regras, uma vez que uma das formas de recarregar a bateria é justamente o lift and coast, que é tirar o pé do acelerador e deixar o carro correr sozinho. Em tese, portanto, ele tinha energia extra na reta principal.

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Além da cobertura completa das atividades, o GRANDE PRÊMIO também estará in loco em Spielberg com o repórter Leonid Kliuev.

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