Jake Dennis foi o grande vencedor do eP de São Paulo e começou a temporada 2025/26 da Fórmula E com o pé direito. O piloto da Andretti quebrou uma escrita histórica e se tornou o primeiro pole-position a triunfar no Autódromo do Anhembi. Oliver Rowland, da Nissan, e Nick Cassidy, da Citroën, completaram o pódio. Felipe Drugovich fez uma ótima estreia como titular na categoria e recebeu a bandeira quadriculada no quinto lugar.

Atualização: após o término da corrida, Drugovich foi punido em 5s por não desacelerar o bastante sob bandeira amarela. Com isso, caiu para o 12º lugar.

Com a punição do brasileiro, Pascal Wehrlein, Nico Müller, Maximilian Günther, Joel Eriksson, Sébastien Buemi, Nyck de Vries e Zane Maloney fecharam o top-10 da prova na capital paulista.

O eP de São Paulo ficou marcado pelo forte acidente envolvendo Pepe Martí. Na volta 28, o novato da Cupra Kiro bateu em cheio nas traseiras de Nico Müller e António Félix da Costa e capotou, forçando a paralisação momentânea da corrida. Os pilotos de Porsche e Jaguar vinham mais lentos devido a uma full course yellow causada por um incidente de Mitch Evans e acabaram abalroados pelo espanhol.

O brasileiro Lucas di Grassi, da Lola Yamaha, também abandonou a corrida após se envolver em um incidente com Edoardo Mortara, da Mahindra.

A Fórmula E, agora, parte para uma pausa e volta a acelerar no eP da Cidade do México, entre os dias 9 e 10 de janeiro. Emissora oficial no Brasil, o GRANDE PRÊMIO transmite todas as atividades de pista AO VIVO e COM IMAGENS no YouTube e na GPTV.

Felipe Drugovich (Foto: Fórmula E)

Como foi o eP de São Paulo da Fórmula E:

Nyck de Vries causou um caos na largada. O neerlandês saltou bem, mas quase acertou em cheio a traseira de Dan Ticktum na chegada da curva 1. Para tentar evitar a batida, se jogou para o lado e tocou no companheiro de equipe Edoardo Mortara — ambos saíram da pista, mas seguiram na prova. O piloto da Cupra Kiro não foi abalroado, mas teve o pneu traseiro esquerdo furado e precisou fazer uma parada nos boxes. Além de ser tirado da pista pelo companheiro, Mortara ainda foi punido em 5s por não ter diminuído a velocidade na área de escape.

Quem se aproveitou desse caos foi Pascal Wehrlein, que largou em quarto após sofrer uma punição na classificação, e na primeira volta já estava em segundo. No giro seguinte, superou Jake Dennis, que já começou a fazer gerenciamento de energia e não fez questão de oferecer muita resistência ao piloto da Porsche.

O calor foi um fator importante no início da prova. Momentos antes da largada, a temperatura ambiente marcada 32 °C, com 52 °C na pista. Com isso, além do gerenciamento de energia que tradicionalmente já torna o eP de São Paulo uma corrida de pelotão, os pilotos também precisaram ficar atentos à temperatura da bateria.

Com isso, o pelotão dianteiro teve muitas trocas de posição. Além de Wehrlein e Dennis, Mortara, António Félix da Costa, Jean-Éric Vergne também e Oliver Rowland — que largou em 13º e fez um início de prova bem forte — ocuparam a liderança em algum momento das primeiras dez voltas. Quem fez um primeiro terço bastante agressivo foi Lucas di Grassi. O brasileiro da Lola Yamaha largou na última posição e, na décima volta, já estava no 8º lugar.

O sábado, realmente, não foi o dia de Ticktum. Além do toque na largada, recebeu duas punições de drive-through: uma pela equipe ter trabalhado no carro de forma insegura, outra por fazer burnout no pit-lane. O britânico ficou no fundo do pelotão e não teve muito o que fazer, então recolheu o carro e abandonou a prova.

O dia também não foi bom para companheiros de equipe. Além de De Vries e Mortara, Rowland e Norman Nato se tocaram na volta 18. O #23 tocou o muro, precisou parar nos boxes e abandonou algumas voltas depois. Na sequência, o atual campeão também se envolveu em um toque com Mitch Evans.

Felipe Drugovich, que largou na 17ª posição, adotou uma estratégia de guardar o Modo Ataque. A ideia deu muito certo e o brasileiro entrou na reta final da prova no oitavo lugar.

A segunda rodada de ativação do Moto Ataque dos pelotão dianteiro começou na volta 21, com Rowland e Cassidy, seguidos por Da Costa, Wehrlein e Müller. Todos tiveram azar porque, logo depois, Di Grassi e Mortara se tocaram entre as curvas 5 e 6, o suíço ficou atravessado na pista e o safety-car foi acionado. Ambos abandonaram a corrida.

A relargada foi na abertura da volta 27. Dennis e Drugovich eram os únicos do top-10 com Modo Ataque disponível — e ambos fizeram o acionamento logo após a bandeira verde. E não demorou para que o britânico assumisse a liderança, ultrapassando Rowland logo na volta seguinte. A escalada de Drugovich acabou prejudicada por uma full course yellow causada por um toque entre Joel Eriksson e Mitch Evans.

Na volta 28, Pepe Martí acertou as traseiras de Müller e Da Costa, levantou voo e capotou na pista, forçando a paralisação da corrida. Os carros voltaram à pista atrás do safety-car, que deu uma volta e retornou aos boxes. Na relargada, Dennis saiu muito bem na frente e apenas controlou a vantagem sobre Rowland para ficar com a vitória.

Fórmula E 2025/26, eP de São Paulo, resultado final (com punição a Drugovich):

POSPilotoEquipeDiff 
1J DENNISAndretti30 voltas 
2O ROWLANDNissan+ 1.349 
3N CASSIDYCitroën+ 1.876 
4P WEHRLEINPorsche+ 2.449 
5N MÜLLERPorsche+ 3.775 
6M GÜNTHERDS Penske+ 4.436 
7J ERIKSSONEnvision+ 4.832 
8S BUEMIEnvision+ 5.289 
9N DE VRIESMahindra+ 5.370 
10Z MALONEYLola Yamaha ABT+ 6.095 
11AF DA COSTAJaguar+ 6.581 
12F DRUGOVICHAndretti+ 8.187+ 5s 
13T BARNARDDS Penske+ 1 volta 
14P MARTÍCupra KiroAbandonou 
15JE VERGNECitroënAbandonou 
16M EVANSJaguarAbandonou 
17L DI GRASSILola Yamaha ABTAbandonou 
18E MORTARAMahindraAbandonou 
19N NATONissanAbandonou 
20D TICKTUMCupra KiroAbandonou