Oliver Rowland venceu a corrida 2 do eP de Mônaco, neste domingo (17). O piloto da Nissan fez uma ótima estratégia, poupou energia quando outros pilotos aceleravam mais e brilhou na parte final da corrida para aparecer no lugar certo e na hora certa para triunfar nas ruas de Monte Carlo. Foi a primeira vitória do britânico na temporada 2025/26 da Fórmula E.
Felipe Drugovich teve a primeira grande atuação na categoria. O piloto da Andretti fez uma gestão de energia muito inteligente e se manteve no top-5 ao longo de toda a prova. Na reta final, não conseguiu ameaçar a vitória de Rowland, mas cruzou a linha de chegada no 3º lugar e, graças à punição de Edoardo Mortara, ficou com a 2ª posição e subiu ao pódio pela primeira vez na Fórmula E.
António Félix da Costa foi acertado pelo suíço da Mahindra ainda na primeira volta e despencou no pelotão. Porém, fez uma prova de recuperação exuberante, conseguiu evitar o resto do caos que marcou a corrida deste domingo e conseguiu chegar no 3º lugar.
Além do português da Jaguar, Norman Nato também foi abalroado por Taylor Barnard e abandonou. Sébastien Buemi também foi vítima de uma DS Penske, a de Maximilian Günther, mas conseguiu seguir na prova. Pepe Martí e Nick Cassidy também se enroscaram na Rascasse e causaram uma bandeira amarela. Nas últimas voltas, Taylor Barnard também provocou outra neutralização ao forçar demais uma tentativa de ultrapassagem sobre Mitch Evans na entrada do túnel e parar no muro.

Quem conseguiu se manter alheio a tudo isso foi Lucas Di Grassi. Assim como na véspera, o brasileiro largou na parte de trás do grid, mas executou uma ótima estratégia de gestão de energia ao longo da corrida e cruzou a linha de chegada no 10º lugar. Após a prova, foi promovido para 9º com a punição de Jake Dennis, somando 2 pontos e coroando o melhor fim de semana da Lola Yamaha na temporada.
Ao término da corrida, além do pódio composto por Rowland, Drugovich e Da Costa, Evans, Mortara, Nico Müller, Joel Eriksson, Nyck de Vries, Di Grassi e Zane Maloney compuseram o top-10, que marcam pontos nesta segunda corrida do fim de semana em Mônaco.
A Fórmula E tem folga de pouco mais de um mês antes da próxima etapa, o eP de Sanya, entre os dias 19 e 20 de junho. Emissora oficial no Brasil, o GRANDE PRÊMIO transmite todas as atividades de pista AO VIVO e COM IMAGENS no YouTube e na GPTV.
▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GPTV

Como foi a corrida 2 do eP de Mônaco da Fórmula E:
Assim como na véspera, Dan Ticktum fez ótima largada e manteve a liderança sem ser ameaçado na Sainte Devote. Felipe Drugovich quase se envolveu em um incidente na chegada do túnel em disputa com Jean-Éric Vergne. Quem não conseguiu escapar de problemas foi António Félix da Costa, que foi tocado na traseira por Edoardo Mortara e rodou na Neuvelle Chicane — apenas metros à frente do incidente com Ticktum na corrida de sábado.
Apesar do toque, Mortara não teve nenhum dano no carro e pulou para a liderança — enquanto isso, a direção de prova colocou o lance sob investigação. Vergne aproveitou o embalo e assumiu o segundo lugar, deixando o britânico da Cupra Kiro em terceiro. Drugovich vinha atrás, com Mitch Evans fechando o top-5.
Mortara abriu mais de 1s de vantagem sobre Vergne, mas ouviu a equipe pedir que segurasse o ritmo. Enquanto isso, Nico Müller foi o primeiro piloto a pegar o Modo Ataque, na volta 4. Na abertura do giro seguinte, a direção de prova puniu o suíço da Mahindra em 10s pelo incidente com Da Costa.
Com 350 kW de potência, Müller começou a escalar o pelotão e assumiu a liderança no início da volta 6. Com 2 minutos de Modo Ataque restando, o suíço da Porsche apertou o ritmo para tentar abrir vantagem.

Na abertura do sétimo giro, Norman Nato bateu na Anthony Noghes após ser tocado por Taylor Barnard e precisou abandonar. O francês conseguiu colocar o carro na saída dos boxes e ser puxado para o pit-lane pelos mecânicos da Nissan, então a corrida não precisou da intervenção do safety-car — apenas uma rápida bandeira amarela localizada. O britânico da DS Penske recebeu 10s de punição pelo incidente.
Enquanto Nato abandonava, Rowland começou a diminuir o ritmo, mas sem ceder a quinta posição. Com isso, gerou um bloco separado, com Vergne 3s5 à frente, e Drugovich, Barnard e Evans colados logo atrás.
O neozelandês cansou de ficar atrás e fez a primeira ativação do Modo Ataque e começou a abrir caminho. Na 11ª volta, assumiu a ponta na chegada para a curva do Cassino. Jake Dennis também pegou a potência extra, mas teve dificuldades para ultrapassar Sébastien Buemi e perdeu mais de 1 minuto atrás do suíço da Envision.
No giro seguinte, Drugovich também fez a primeira ativação. Em uma estratégia muito bem executada pela Andretti, abriu caminho para Dennis no momento de pegar o Modo Ataque e voltou logo atrás do companheiro. O brasileiro chegou a perder rapidamente o posto para Barnard, mas logo superou o britânico e começou a acompanhar o companheiro na escalada.

Quando a potência extra de Dennis acabou, o caminho foi aberto para Drugovich passar e, logo depois, o brasileiro também superou Mortara para ficar no segundo lugar ao término do próprio Modo Ataque. Logo depois, o suíço retomou o posto e também deixou Ticktum para trás e assumiu a liderança. Quem aproveitou o embalo foi Da Costa, que fez ótima estratégia de recuperação e chegou à 2ª posição, trazendo consigo Evans.
Enquanto isso, Maximilian Günther tocou Buemi no hairpin do Hotel e quase acabou com a corrida do suíço. O alemão foi punido em 5s. Entre os pilotos que largaram na frente, Ticktum foi o último a pegar o Modo Ataque, apenas na volta 15. O britânico começou a escalar o pelotão e se posicionou no segundo lugar, logo atrás de Mortara. Drugovich atacou Evans e assumiu o terceiro lugar.
Mortara fez a segunda ativação do Modo Ataque na volta 18 e cedeu a ponta momentaneamente a Ticktum. Antes o fim do giro, porém, retomou a posição e começou a tentar abrir vantagem para compensar a punição de 10s. Na volta seguinte, porém Pepe Martí e Nick Cassidy, se chocaram na Rascasse e causaram uma bandeira amarela na pista inteira, o que fez o suíço perder tempo de potência extra.
Melhor para Rowland, que fez uma estratégia perfeita de gestão e deixou para fazer a segunda ativação do Modo Ataque mais tarde. O britânico conseguiu se colocar no lugar certo e na hora certa para tomar a ponta. Em uma estratégia semelhante, Drugovich não conseguiu ameaçar o britânico, mas se colocou logo atrás para capitalizar a punição de Mortara e ficar com o 2º lugar, garantindo o primeiro pódio na Fórmula E.

Logo atrás, a vantagem de Da Costa sobre Evans era grande demais para o neozelandês tentar atacá-lo, e o português coroou a grande prova de recuperação com o 3º lugar. Ainda deu tempo para Barnard exagerar em uma tentativa de ultrapassagem sobre o #9 e bater no muro na entrada do túnel. O incidente causou uma breve bandeira amarela, mas não interferiu no resultado final da prova.
Fórmula E 2025/26: resultado da corrida 2 do eP de Mônaco
| Pos. | Piloto | Equipe | Dif. |
| 1 | O ROWLAND | Nissan | 28 voltas |
| 2 | F DRUGOVICH | Andretti | +1.165 |
| 3 | A.F DA COSTA | Jaguar | +3.448 |
| 4 | M EVANS | Jaguar | +10.442 |
| 5 | E MORTARA | Mahindra | +10.891 |
| 6 | N MÜLLER | Porsche | +18.073 |
| 7 | J ERIKSSON | Envision | +18.380 |
| 8 | N DE VRIES | Mahindra | +18.950 |
| 9 | L DI GRASSI | Lola Yamaha | +19.622 |
| 10 | Z MALONEY | Lola Yamaha | +19.895 |
| 11 | P WEHRLEIN | Porsche | +21.119 |
| 12 | J DENNIS | Andretti | +22.854 |
| 13 | M GÜNTHER | DS Penske | +29.160 |
| 14 | D TICKTUM | Cupra Kiro | +41.244 |
| 15 | T BARNARD | DS Penske | +45.359 |
| 16 | J.E VERGNE | Citroën | +54.175 |
| 17 | S BUEMI | Envision | +1:06.715 |
| 18 | N CASSIDY | Citroën | +1:08.041 |
| 19 | J M MARTÍ | Cupra Kiro | NC |
| 20 | N NATO | Nissan | NC |